Um sapo no molho de tomate!
Há algumas semanas, jornais capixabas noticiaram que algumas consumidoras encontraram “produtos estranhos” dentro de embalagens de molho de tomate. De acordo com a dona de casa entrevistada, o material encontrado tinha aparência de um sapo ou uma cobra. A aparência gerou revolta em toda a família. E, convenhamos, com toda razão!
No estado do Espírito Santo já não é a primeira vez que consumidores reclamam de encontrar “produtos estranhos” nas embalagens de molho de tomate. Ocorre que, no produto adquirido pela consumidora, a informação era de que a validade ia até janeiro de 2010.
A dona de casa procurou a Vigilância Sanitária e o chefe do órgão no município onde ocorreu o fato alegou que o molho de tomate, depois de três dias em que foi aberto, cria uma bactéria que tem realmente a forma de um réptil e, portanto, deve ser consumido no mesmo dia ou posto em um recipiente de vidro e congelado. Segundo ele, somente o resfriamento da geladeira não garante a conservação do produto.
Verifiquei na embalagem de molho de tomate que tenho aberta na geladeira, que porventura é do mesmo fabricante do molho adquirido pela consumidora da reportagem, que a única orientação sobre conservação é que após aberto, deve ser conservado por até 30 dias na geladeira. Nada sobre a temperatura adequada para conservação, nem mesmo se deve ou não ser trocado de embalagem a fim de manter as propriedades adequadas para consumo.
Portanto, Consumidoras e Donas de Casa, muita atenção! Alguns produtos, se mal acondicionados, mesmo que dentro do prazo de validade, podem representar riscos à saúde das nossas famílias. Não falo especificamente dos molhos de tomate, mas dos produtos perecíveis em geral.
O Código de Defesa do Consumidor dispõe que um dos direitos fundamentais do consumidor é o direito à saúde e que os produtos colocados no mercado de consumo não podem acarretar riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.
Vocês hão de concordar que nós consumidoras não podemos prever que uma bactéria fará crescer “a coisa” no molho de tomate da macarronada de domingo! Por isso, é dever do fabricante informar as melhores formas de acondicionamento e prazos, não só de validade, como também, prazo de consumo depois de aberto.
Isto por que, de acordo com a lei, o fabricante é responsável, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores, e em casos como o do molho de tomate, por defeitos decorrentes de fabricação, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
No caso relatado na reportagem, o fabricante recolheu o material encontrado e levou para análise que deverá ser concluída em 30 dias. Eu fiz o teste e deixei a embalagem na geladeira por mais de três dias e nada parecido com um sapo cresceu no meu molho de tomate.
Enfim, devemos, de fato, nos preocupar com aquilo levamos à nossa mesa! Devemos dar preferência aos molhos frescos, feitos em casa. Mesmo por que a maioria desses molhos levam muitos condimentos e somos aconselhados a não utilizarmos produtos condimentados em nossa alimentação. Caso isso não seja possível, devido à falta de tempo, o ideal é consumir todo o produto ou congelá-lo.
E se alguma situação como esta colocar em risco a saúde da sua família, você pode procurar o PROCON, a Vigilância Sanitária ou a Delegacia do Consumidor do seu município.










Aconteceu isso comigo hoje dia 31/10/11.
Eu estava fazendo uma sopa e fui usar o molho de tomate Pomarola, vi que a embalagem estava entupida pois cortei somente um buraquinho para sair o molho e quando cortei a embalagem vi que tinha algo estranho e grande dentro,a princípio achei que fosse um rato sei la, mas quando tirei parecia uma pele, muito estranho, morri de nojo e estou traumatizada!