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QUAL A REAL MOTIVAÇÃO PARA DIZIMAR E OFERTAR?

Uma pergunta tem me angustiado por muito tempo, “Qual a real motivação para dizimar e ofertar?”. Podemos pensar que isso é dever de todo cristão. Também que é ordem divina. “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” Malaquias 3:10. Está correto. Podem surgir muitas respostas, no entanto creio que alem das afirmações acima, a real motivação deve ser o amor a Deus, e o reconhecimento de que Ele é dono de tudo “DO SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” Salmos 24:1.

Ao longo dos tempos, tenho observado pessoas insatisfeitas com a forma com que a liderança da igreja de Deus tem administrado o tesouro de Deus; e aí surge outra pergunta: “O que estão fazendo com meu dízimo?”. A pergunta já nasce deficiente, por que o dízimo não é nosso e sim do Senhor Deus. Então, por mais indignado que esteja, o questionamento deve ser o seguinte: “O que estão fazendo com o dízimo do Senhor?”.

A coisa então fica mais séria. Neste caso temos que lembrar que o Senhor é Justo. “Mas, ó SENHOR dos Exércitos, justo Juiz, que provas os rins e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles; pois a Ti descobri a minha causa. (Jeremias 11:20)”. Aqueles que usam o dinheiro do Senhor de forma negligente experimentarão a ira do Senhor nos últimos dias. Deus não terá compaixão desses. “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. (Malaquias 3:8-9)”

“Alguns se têm sentido mal-satisfeitos, e dito: “Não devolverei mais o dizimo; pois não confio na maneira pela qual as coisas são dirigidas na sede da obra”. Roubareis, porém, a Deus, por pensardes que a direção da obra não é correta? Apresentai vossa queixa franca e abertamente, no devido espírito, e às pessoas competentes. Solicitai em vossas petições que se ajustem as coisas e se ponham em ordem; mas não vos retireis da obra de Deus, nem vos demonstreis infiéis porque outros não estejam fazendo o que é correto.” (Ellen G. White, Testemonies for the Church (Montain View, CA: Pacific Press, 1948) 9:247-249).

“Atente para o livro de Malaquias. … não podeis ver que, em qualquer circunstância, o melhor não é reterdes os vossos dízimos e ofertas por não concordardes com tudo o que vossos irmãos fazem?
… Ministros indignos podem receber alguns dos recursos angariados desse modo, mas alguém ousaria, por causa disso, retê-los do tesouro e incorrer na maldição de Deus? Eu não ousaria. “Eu devolvo os meus dízimos com prazer e voluntariamente, dizendo como Davi: Das Tuas mãos to damos”.
Não cometais, porém, vós mesmos, algum pecado, retendo de Deus o que Lhe pertence. … Não aumenteis nossas dificuldades financeiras por vossa negligência do dever. (Ellen G. White, Special Testimonies, Series A, nº 1, 52-53)

Ninguém se sinta na liberdade de reter o dizimo, para empregá-lo segundo seu próprio juízo. Não devem servir-se dele numa emergência, nem usá-lo segundo lhe pareça justo, mesmo no que possam considerar como obra do Senhor.

Como membros da Igreja Adventistas todos temos o direito de saber como está sendo administrado e empregado o dinheiro do Senhor. Como está citado em parágrafo acima, orientado pela serva do Senhor, ao conhecer formas estranhas sobre a administração que está sendo negligenciada por parte dos ministros e obreiros, então devemos levar nossa indignação a um líder superior de confiança, após advertir o negligente de suas más ações. Não é uma postura sábia criar grupos para se revoltar contra a obra por esse motivo. Também não é sábio ser conivente com a situação.

Conforme as orientações Paulinas, é digno para o ministro se alimentar do próprio ministério. “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” I Corintios 9:13-14.

Por outro lado, Paulo deixa bem claro que há grande responsabilidade por parte do obreiro quando escolhe desempenhar esse dom (ministério é dom e não profissão, embora alguns ajam como profissionais da teologia e não como ministros). “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” II Timóteo 2:15.

A responsabilidade é tão grande dos obreiros que o trabalho não pode ser feito de qualquer maneira. É necessário que haja esmero por parte dos que decidiram pelo ministério. É do conhecimento de todos os Adventistas que o dizimo é para o sustento dos Ministros (Pastores). Na década de 1890, depois de um minucioso estudo, foi decidido que outro grupo de obreiros deveria ser mantido pelo dízimo, vejamos:
“O que houver de melhor no talento ministerial deve ser usado no ensino da Bíblia em nossas escolas. Os que são escolhidos para essa obra precisam se acurados estudantes da Bíblia, e possuidores de profunda experiência cristã, sendo seu salário pago do fundo do dizimo.” Testemonies for the Church, 385 e Testemunho Seletos 3:36.

É interessante notar que existe condição para o professor de religião de nossas escolas serem sustentados pelo dizimo. A serva do Senhor é enfática em dizer “ … O que houver de melhor …”. Se para ser professor de bíblia é recomendado que se escolha o melhor, o que dizer sobre um Pastor que tem a responsabilidade de administrar algumas igrejas (distrital)? Também aqueles a quem é confiada a administração de campos mais extensos (Associação. Divisão, etc.)? Quando Deus escolhe, Ele capacita.

Deus nos concedeu individualmente livre-arbítrio para decidirmos o caminho a seguir. Ma não podemos nos esquecer das palavras do sábio Salomão: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Eclesiastes 12:13-14.

Que Deus nos abençoe e nos ajude a encontrá-Lo naquele dia glorioso, aprovados entre os fiéis, para recebermos a recompensa da vida eterna.

A promessa de Deus é: “Nada temas das coisas que hás de padecer. … Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apocalipse 2:10.

Texto enviado por Davi Lira

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4 comentários

  1. amados, quando me deparei com este texto me vi deparada com uma realidade, na minha propria familia, fico triste só de pensar que realmente existe pessoas que agem dessa forma para com Deus, amados peço que orem por minha familia, pois estão vivenciando um fato verdadeiro a respeito dessa mensagem, oro a Deus quie eles acordem a tempo e pesão perdão ao Pai por tudo.

  2. Davi Lira dos Santos

    Sobre esse assunto, esqueci de mencionar uma fonte valiosa. Na Revista PAROUSIA ano 2, nº2 do 2º Semestre de 2001 – Pode ser encontrado orientações riquíssimas e detalhadas sobre o assunto dos Dízimos e Ofertas. Os colaboradores dessa edição foram bem esclarecedores, sem fazer rodeios.

  3. Davi Lira dos Santos

    Querida irmã Marcia, não sei em que posição você enquadra alguns de sua família, se é do lado dos indignados ou dos negligentes; não importa a posição, ambos precisam de oração. Confie em Deus, e faça sua parte, sendo fiel e orando pelos que não estão sendo. Estarei incluindo a sua família, mesmo não os conhecendo em minha lista de oração.

  4. kelly godinho santos

    tbm vejo na minha igj pessoas falarem coisa do tipo.
    Me causa grabde tristeza, só q muitas vezes percebo q são desculpas esfarrapadas…não podemos usar desculpas para reter o dizimo, como: não sei o fazem do dinheiro, não vou sustentar pastor, meu dinheiro não sobra…
    Meu marido e eu sempre conversamos cm os irmãos q tem duvidas em relação a dizimos e ofertas…
    Não podemos reter o q não é nosso e nem podemos ficar apontando aquele irmão q sabemos q não devolve…mas podemos esclarecer as duvidas dele e mostrar q ser fiel é nossa melhor escolha.

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