Nós, Adventistas do Sétimo Dia, estamos acostumados a ouvir as pessoas dizendo que acreditamos que somos salvos pela lei, que acreditamos na justificação pelas obras, e por isso pregamos a guarda dos mandamentos. Bem… isso é o que as pessoas de fora dizem. Acontece que muita gente, dentro da nossa própria Igreja, está completamente perdida no que tange ao assunto Justificação pela Graça x Justificação pelas Obras, e não compreende essa mensagem tão peculiar que possuímos.
Como funciona a justiça humana? Bem… ontem estava no curso de inglês e o professor perguntou o que pensávamos sobre vingança. “Se alguém fizer mal à sua família, você se vingaria?” era a pergunta dele. Nessa pergunta se encontra boa parte do conceito humano de justiça. Para nós, pecadores, justiça é dar ao outro o que ele merece. Sendo assim, se a pessoa faz mal, merece o mal, e quem faz o bem merece o bem. Não me surpreende o fato de nosso conceito de justiça estar novamente distorcido. Vou me explicar.
Nós somos pecadores (maus), logo, merecemos a morte (consequência do pecado). Deus é justiça, Ele é a justiça em pessoa, e Ele nos oferece a salvação e entrega seu Filho para morrer em nosso lugar. Você pode dizer: “mas é porque Ele também é amor!”. Então eu te pergunto, Deus precisa deixar de ser amor para ser justiça. É claro que não. Todos os seus atos de amor são também atos de Justiça, porque Ele é Justo, Santo e Perfeito! Nada que Ele faz se desvia do que é Justo. Sendo Justo, Deus nos oferece algo que não merecemos – a salvação. Mas para os olhos humanos, justiça é dar oque se merece. Como estamos distantes dos conceitos divinos!
Também temos dificuldade de entendermos a forma como a justiça divina atua em nossa vida. Quando Deus nos justifica, Ele não apaga nossos pecados antigos e nos liberta para cometermos novos pecados. Quando Deus nos justifica, Ele perdoa nossas faltas, pelos méritos de Cristo, e nos dá poder, pelo sangue de Cristo, para vencermos as tentações! Isso significa que a Justiça de Deus é completa, ela transforma, ela dá nova vida. Nossas boas obras são consequências de termos recebido o perdão divino e o auxílio divino para nos afastar do pecado. É necessário entendermos isso, para que isso seja uma realidade em nossa vida!
“Não é bastante crermos que Jesus não é um impostor, e a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. Podemos crer que o nome de Jesus é o único debaixo dos Céus pelo qual devemos ser salvos, e contudo podemos não torná-Lo pela fé nosso Salvador pessoal. Não é bastante crer na teoria da verdade. Não é bastante fazer profissão de fé em Cristo, e ter nosso nome registrado no rol da igreja. ‘Aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele. E nisto conhecemos que Ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado’ (1Jo 3:24). ‘E nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos’ (1Jo 2:3). Esta é a evidência genuína da conversão. Qualquer que seja nossa profissão, nada valerá se Cristo não for revelado em obras de justiça” Parábolas de Jesus, p. 312, 313.
13 março 2010
precisamos entender mais o assunto de justificação pela fé
o que Deus fez em Cristo para nos salvar!