“Ana tornou-se mãe. E foi maravilhosa a sensação de ter sua filha nos braços e amamentá-la. Foram três meses de sonho os da licença-maternidade. Quando teve de voltar a trabalhar, na sua inexperiência contratou uma menina de quatorze ou quinze anos para cuidar do bebê. Felizmente a avó costumava visitar a neta para ajudar com algumas providências durante o horário de expediente da jovem mãe e uma vizinha contou que o bebezinho era colocado em cima do parapeito da janela em seu bercinho portátil – que era chamado “moisés” à época – enquanto a pequena babá admirava o que se passava na rua. Além disso, descobriu-se a tempo que a menina-babá não sabia ver as horas e assim as mamadeiras não eram administradas no tempo certo. Dessa forma, Ana é grata à mãe por ter cuidado seu bebê na casa dela por algum tempo, onde ela o pegava nos fins-de-semana. Como era uma época de inverno, não seria seguro para o bebê levá-lo no frio todos os dias de uma casa para outra de manhã e à tarde.”
Este fragmento de história de vida na realidade confunde-se com minha própria história e pode relacionar-se com sua história, se você exerce atividades profissionais fora de casa. Temos lido de câmeras que detectam comportamento agressivo de babás e, na história, o comportamento inadequado foi verificado por um sensor humano – a própria avó, que costumava visitar a casa da filha para ver o bebê e que depois do acontecido passou a cuidar da netinha.
Essas são duas das soluções encontradas pelas mães: deixar as crianças com uma babá, deixar na casa dos avós. Foram as duas primeiras soluções que adotei. A babá me decepcionou: faltava e não seguia as orientações que eu deixava. Em seguida, minha filha mais velha ficou na casa da avó, que a cuidou com muita dedicação – mas eu precisei ficar longe do bebezinho durante toda a semana, pois não era possível buscá-la todos os dias.
Quando fui transferida para uma outra cidade, ao chegar não conhecia ninguém e a melhor solução que encontrei foi colocar meus filhos – já eram dois, e eu tinha saído recentemente de nova licença-maternidade – em uma creche em que havia uma equipe de babás supervisionada por religiosas. Lá eles ficaram por dois anos. Era agradável levá-los toda a manhã e buscá-los de volta para casa à tarde, trajeto que era feito a pé nos primeiros meses, uns 3 quilômetros de cuidado, trajeto que eu percorria com meu esposo.
Quando os meninos chegaram à idade de serem matriculados numa escola maternal, deixaram de ir à creche e passaram a ficar na escola meio expediente e no outro - nova solução - com uma secretária do lar, que aliás ficou morando em nossa casa por 20 anos aproximadamente.
Em todas essas soluções, como cada uma de vocês, leitoras, pode imaginar e deve até já ter observado em suas vidas, há problemas e contraindicações. Mas o importante é que nós, mães, não deixemos de cumprir nosso papel, tendo um tempo regularmente mantido para acompanhamento de nossos filhos. Esse tempo pode incluir cânticos, histórias (não esquecendo as lições da Bíblia), gestos de carinho, olhares, ou simplesmente o calor da companhia. O que nossos filhos levam para a vida adulta deles são esses registros da infância e todas queremos que registrem o amor, a atenção, a dedicação dos pais, marcados também na escolha que fazem da solução para deixar as crianças enquanto trabalham.
Quando Deus enviou Seu Filho a esta terra, o pequeno Bebê foi confiado a Maria e José e o Menino crescia em “sabedoria, estatura e graça diantes de Deus e dos homens”. Que os momentos que passamos com nossos filhos, que foram confiados a nós, os ajudem a crescer na semelhança de Jesus.
Fonte do texto: http://celina-vivercelina.blogspot.com/2009/12/com-quem-ficam-as-criancas.html
Texto enviado pela leitora Celina Silva Pereira, da cidade de Brasília – DF. Ela frequenta a igreja do Gama e é professora de português, pianista na orquestra de sua igreja e dona dos blogs Sala de Português e Viver.
Muito Obrigada pela participação no Espaço Leitora, querida!!
6 dezembro 2009
[...] Fonte: http://mulheradventista.com/com-quem-ficam-as-criancas-espaco-leitora/ AKPC_IDS += "1356,";Popularity: unranked [?] Comentários [0] Print This PostDigg it!Facebook [...]
7 dezembro 2009
Olá pessoas…
Bom, não sou mãe, mas um dia pretendo ser se Deus me conceder essa dádiva.
Aqui direi como filha, minha mãe por justamente não poder confiar em pessoas o que é dificil em qualquer lugar, minha mãe deixou o trabalho para cuidar de mim e da minha irmã q é 1 ano e 7 meses mais velha q eu, e na época ela ficou fora do trabalho até completarmos mais ou menos ums 4 anos, momento esse em que fomos morar pero da casa de minha avó, num período posterior, passamos a morar um pouco mais longe e devido a estas circunstâncias minha mãe teve q contratar pessoas para que cuidassem de nós e posso dizer que não foi uma tarefa fácil, pois independente da idade da cuidadora, vai depender de uma coisa ainda mais especial o cuidado e a responsabilidade. Pois quando , aqui digo como ex conselheira do clube de desbravador, quando estamos lidando com uma criança seja ela a idade que for devemos cuidar como se fosse nossa, pois os pais colocam toda confiança nas nossas mãos, ou seja o ser mais precioso que eles tem. Os pais, assim como a Celina que pode descobrir a tempo devem tbm estar atentos aos cuidados que estão sendo dados a essas crianças. E posso dizer esse cuidado será determinante por toda a vida dessa criança. Na minha vida o Clube de Desbravadores foi um passo crucial para meu desenvolvimento em caráter e personalidade, pois em casa recebia a orientação cristã e no clube era como se fosse um complemento e uma socialização de tudo aquilo que eu aprendia, por isso dou uma dicca aos pais que estejam lendo, deem aos seus filhos o melhor, e que este melhor o leve para perto de Cristo, mas nunca deixe tbm de acompanhar e apoia-los.
Bom, acho que é isso
Abraço a Todos.
8 dezembro 2009
Olá Simone!
Muitoooooo obrigada por compartilhar a sua opinião conosco. Acredito que ela é de grande valia para todos nós!
Você tocou em um ponto que gosto muito: o papel da Igreja na formação dos nossos filhos. Não sou mãe também, ainda pretendo ser, mas como ex participante de clubes de desbravadores e aventureiros, vejo que é de suma importÂncia esses órgãos na igreja. A igreja como um corpo deve apoiar a esses movimentos como forma de auxiliar no desenvolvimento das crianças.
Para os que se interessam pelo assunto DESBRAVADORES deixo um link de um blog bem legal chamado Mundo Desbravador
Um super beijo para você e participe mais vezes!