Há um texto que gosto muito do Espírito de Profecia que diz assim:
“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.”  Educação, p. 57

Vivemos em um tempo onde não é possível, mais, brincar com o pecado. Vivemos o tempo do fim e como povo remanescente somos chamados a viver uma vida íntegra e reta, distante dos prazeres do mundo, chamando o pecado pelo seu nome exato, sem temer.

Quão distante estamos deste ideal!

Costumamos viver dois extremos. Ou deixamos os pecados para lá, e assumimos a famosa fala do “tem nada a ver”, ou chamamos não só o pecado pelo seu nome exato, mas também o pecador. Ou negligenciamos a vontade de Deus, sendo coniventes com o erro, ou apontamos o dedo para nossos irmãos e seus inúmeros pecados.

Ao mesmo tempo em que Deus nos convida a sermos tão fiéis como a bússola é ao polo, ele nos pede que nos amemos uns aos outros. “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” João 15:12.

Deus é amor, a essência de Seu caráter é o amor, o fundamento de Sua lei é o amor. Como podemos defender a verdade, a lei de Deus, sem amar a nossos irmãos.

Muitos pecam por não ouvirem a voz de Deus, e tomar parte em prazeres e vaidades que o mundo oferece. Mas muitos cristãos pecam, também, por utilizarem a lei de Deus e Suas orientações para julgar e constranger seus irmãos.

Dessa forma, o tamanho da saia de uma irmã, o corte do cabelo do jovem, a posição de orar, o regime alimentar da família do pastor, se tornam alvos de intensa crítica por parte de muitas pessoas que em nome da verdade esquecem a educação e o amor.

Não devemos de forma alguma nos fazer de cegos diante do pecado. Deus quer pessoas que vivam uma vida reta e preguem de uma verdade que vivem. Devemos chamar o pecado pelo nome e se amos alguém devemos sim conversar com ele/ela sobre algo que não está bem em sua vida. Contudo, devemos fazer isso por amor e com amor.

O problema é que muitas pessoas fazem isso apenas pelo simples prazer de criticar. Não se dão nem ao trabalho de orar pelos demais irmãos. Muitas dessas pessoas vivem um cristianismo de aparência, e precisam ir para esse extremo para que ninguém perceba quão pecaminosos são seus desejos.

O MulherAdventista recebe diversos comentários semanais em seus artigos. A maior parte deles são de grande enriquecimento para nossas discussões, contudo, algumas pessoas tem usado esse espaço para fazer críticas por meio de palavras hostis e ofensivas a algumas pessoas de nossa Igreja. Comentários que expressem opiniões diferentes da de nossa equipe são aceitos e respondidos, contudo, comentários cuja intenção é expor ou humilhar publicamente um irmão não são aceitos em nosso Blog. Este é apenas um exemplo de como as pessoas têm amado pouco aos irmãos de nossa Igreja.

A que grupo você pertence? Ao grupo negligente? Ao grupo crítico? Ou ao grupo íntegro, reto e fiel?

Jesus, nosso maior exemplo, viveu uma vida de amor. Amava os pecadores, e mostrava a eles seus pecados e o caminho para uma vida melhor. Deus precisa de pessoas que amem e amando vivam a verdade e não se intimidem diante do erro. Quer fazer parte desse grupo?

Deus nos abençoe!

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