Como foi amplamente noticiado, o Projeto de Lei n.º 2654/03, conhecido como Lei da Palmada, foi sancionado pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva, estabelecendo “o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”.
Isso quer dizer que aquela “palmadinha” para que seu filho não coloque o dedo na tomada ou encoste no fogão quente, está terminantemente proibida!
Esse ato, muitas vezes automático praticado pelos pais no afã de proteger seus filhos de comportamentos inadequados é considerado pela lei como punição corporal moderada e, portanto, ilícito.
Os pais que infringirem a lei poderão ser punidos e encaminhados a programas oficiais ou comunitários de proteção à família, fazer tratamento psicológico ou psiquiátrico, participar de cursos ou programas de orientação. Já a criança ou o adolescente poderá ser encaminhado a tratamento especializado.
De acordo com a Deputada, autora do Projeto de Lei, em sua justifica, “não se trata, todavia, da criminalização da violência moderada, mas da explicitação de que essa conduta não condiz com o direito” e que o “escopo principal é ressaltar que a vedação genérica da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente quanto ao uso da violência abrange a punição corporal mesmo quando moderada e mesmo quando perpetrada por pais ou outros responsáveis”.
Confesso que, como advogada e futura mãe, fiquei preocupada ao ler o texto da Lei.
Como sabemos, a violência corporal é apenas um dos tipos de violência que podem ser perpetradas pelo ser humano. De acordo com a lei, é ilícito, obviamente, também a prática de violência sexual e moral e psicológica.
A mais subjetiva de todas elas e difícil de definir e caracterizar é a violência moral e psicológica.
Até então a Lei veda somente a punição corporal, seja ela moderada ou imoderada. No entanto, temo que futuramente o texto possa ser alterado para proibir também a repreensão verbal sob a alegação de que pode caracterizar violência moral e psicológica.
Imagine, em que mundo iremos viver se os pais se sentirem inibidos em repreender seus filhos, quando necessário, com medo de serem punidos por prática de violência moral e psicológica?
As dúvidas sobre a Lei são muitas. Alguns podem se perguntar se é realmente lícito que o Estado interfira na maneira dos cidadãos criarem seus filhos.
Considerando que o Estado detém a prerrogativa de administrar a sociedade, é lícito, no modelo de governo que temos hoje, que este mantenha certo controle sobre todos os membros desta, para a segurança da coletividade. Assim, o bem comum deve estar em primeiro lugar, se sobrepondo ao interesse individual.
Nossa Constituição Federal atribui, também, ao Estado o dever “assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. E é em nome deste dever e de outros fundamentos, nesse sentido, que o Projeto de Lei foi aprovado e sancionado.
Ocorre que, a despeito de toda a discussão jurídica e sociológica que permeia a Lei, a Bíblia diz assim:
“Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13 e 14).
“O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina.” (Provérbios 13:24)
“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Provérbios 22:15)
Como sabemos, o livro de Provérbios foi escrito unicamente por Salomão, o homem mais sábio da terra. A sabedoria de Salomão era inspirada por Deus.
A disciplina é necessária e a “vara”, palavra utilizada por Salomão, representa diferentes classes de disciplina. A “palmada”, uma dessas classes, pode ser necessária quando falharem outros recursos.
Quem condenaria uma mãe que após ter tentado de tudo, inclusive após ter buscado a ajuda do Estado, aplica chineladas em um filho viciado em crack que insiste em sair de casa para se drogar? Esse é o desespero de uma mãe que já tentou de tudo!
Quando criança, o castigo físico adequado, se extremamente necessário, pode proporcionar-lhe um benefício pedagógico. Lembra da palmadinha para ensinar a criança que não deve insistir em colocar o dedinho na tomada? Ou, será que mesmo após ter conversado com ela, você a deixaria insistir e levar um choque?
Na maioria dos casos, o diálogo aberto e a atenção resolvem o problema, sem que haja a necessidade da “palmada”. A disciplina através do diálogo leva à confiança mútua. No entanto, em determinados casos, talvez a palmada seja necessária. Essa é instrução Bíblica.
Ellen White ensina como proceder quanto a moderação no que diz respeito à disciplina:
“Nunca levanteis a mão para lhes dar um tapa, a não ser que possais, com clara consciência, curvar-vos diante de Deus e pedir sua benção sobre a correção que estais prestes a dar. Incentivai o amor no coração de vossos filhos. Apresentai-lhes motivos elevados e corretos para o domínio próprio. Não lhes deis a impressão de que se devem submeter ao governo porque essa é a vossa vontade arbitrária, porque são fracos e vós sois fortes, porque vós por que vós sois o pai e eles os filhos. Se desejardes arruinar a vossa família, continuai a governar pela força bruta, e certamente tereis êxito.” Testimonies, Vol. 2, Pág. 259 e 260.
Sendo assim, não é da vontade de Deus que disciplinemos nossos filhos imbuídos de raiva e ira. Isso nos levará ao emprego da violência abominada por Deus e à ruína dos nossos filhos e das nossas famílias. Devemos aplicar a disciplina de maneira racional quando for necessária.
Notem! Este artigo não tem como objetivo fazer apologia à violência ou a anarquia. Jesus Cristo, quando aqui esteve, deixou bem clara a autonomia e o respeito, que deve haver entre o Estado e a Religião, quando proferiu a frase: “Dai a Cesar, o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Matheus 22:21).
Nossos filhos são bênçãos de Deus e é NELE que devemos buscar a orientação correta de como educá-los! Deus nos dê sabedoria!
2 setembro 2010
Olá Emanuelle!
Tuas colocações foram ótimas. Como mãe também me preocupo com essa lei. Minha filha é uma benção, mas já ganhou palmadas quando o diálogo não foi o suficiente.
Concordo com você…é em Deus que temos que buscar a orientação correta pra educar os nossos filhos.
E realmente, que Deus nos dê sabedoria!
Abraços.
2 setembro 2010
Realmente Emanuelle!
A diciplina física, quando feita em amor, é um ótimo recurso na educação, sobretudo quando a criança está colocando a sí mesma ou a outros em situação iminente de perigo.
Foi criado um abaixo-assinado contra este projeto de Lei “antipalmada”:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6564
Mas para assinar é preciso ser maior de idade e informar ao menos 1 documento (RG por exemplo).
Abraço.
3 setembro 2010
Gostaria de saber como será o futuro do nosso país, composto por meninos e meninas que não podem ser corrigidos ou disciplinados!!!
Ontem, enquanto estava no aeroporto aguardando o vôo para Joinville, vi uma cena irônica!! Um garoto de aprocimadamente 5 anos, fazendo pirraça, gritando com o pai, e BATENDO nele. Olha que ótimo, o pai só pode falar com o filho, porque é isso que a lei permite, mas o garoto podia bater no pai, sem haver penalidade civil alguma.
Imagino que no futuro, outras leis precisarão ser criadas para contornar os desastres que esta lei irá gerar. Educação não se faz só com palmadas, mas a Bíblia é clara em nos orientar a usar a “vara” quando isso for necessário!
Que Deus tenha misericórdia de nossas famílias, e dos pequenos que nascem todos os dias em nosso país!!
3 setembro 2010
gostaria de receber mensagens de auto ajuda mais ajuda de Deus um abraço.
11 setembro 2010
Parabens pela matéria , nunca vi ninguém morrer por ter levado umas palmadas .
Cresci assim , corrigido com diálogo e se preciso palmadas , e é assim que devemos cuidar de nossos filhos . Tudo com moderação .
21 outubro 2010
Meu Deus, estou impressionada porque achei que principalmente a spessoas tementes a Deus fossem ser a favor dessa lei. Não entra na minha cabeça, que alguém que ama tanto um ser( como amammos nossos filhos), possam querer machucá-los com a desculpa de corrigí-los. exiostem muitas formas de se corrigir, sem agredir. Mas, com certeza, essa, a da palmada ou outro tipo de agressão, é a forma bem mais fácil. Na minha opinião, as pessoas não querem é ter trabalho, pois educar mesmo, mostrar para o filho o que é certo e errado, sem bater, exige trabalho, paciência e capacidade e é isso que está faltando hoje em dia nas pessoas. As crianças não devem ter medo dos pais. Não fazer algo de errado porque vai apanhar, mas sim devem ter respeito e entender porque aquilo é erradoEu ficaria muito triste se meus filhos tivessem medo de mim. Muito mesmo!
21 outubro 2010
Fernanda, não somos de forma nenhuma a favor da agressão física. Muito pelo contrário, defendemos que os pais devem se dispor a educar, já que se dispuseram a ter um filho.
Concordo com você que educar de verdade exige tempo, e que bater é uma forma mais rápida de resolver os problemas, e as pessoas hoje querem isso, rapidez, praticidade… nada que dê trabalho ou exija dedicação. “Quem não quer trabalho, não pode ter filhos”… repito isso em todas as minhas palestras sobre educação, e acredito piamente nisso!
Acontece que a palmada tem o seu lugar sim na educação. Nem tudo pode ser explicado a todos, e assim como Deus “educou” Seu povo por muitas vezes de forma coercitiva, por não entenderm outra linguagem no momento, os pais precisam lançar mão de alguns recursos coercitivos também, e às vezes um deles é a palmada.
Ellen White deixa a seguinte orientação: “A mãe pode perguntar: “Nunca deverei castigar meu filho?” A vara pode ser necessária quando falharam outros recursos; contudo não deve fazer uso dela se for possível evitar. Mas, se medidas mais brandas se mostrarem insuficientes, deve administrar-se com amor o castigo que levará a criança à compreensão de seus deveres. Freqüentemente um só destes corretivos será suficiente para mostrar por toda a vida que não está observando a disciplina.” Conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 116.
Eu completaria da seguinte forma: a palmada (ou a vara) só deve ser usada quando tudo o que for possível fazer já tenha sido feito! Dentro do que eu chamo de “tudo” está, principalmente o EXEMPLO. Muitos pais querem corrigir em seus filhos, por meio de castigos, sermões e palmadas, comportamentos que eles aprendem com o exemplo dos pais. Se um pai não dá exemplo, ele não pode jamais bater em uma criança! Se um pai não busca a orientação divina para educar, se não emprega todos os esforços necessários… usar a palmada como forma de correção se torna, inclusive pecado, pois é fruto de uma negligência.. e negligência é falta de amor!
Espero que tenha ficado claro que não somos a favor da agressão. Somos a favor de uma educação de qualidade, obtida com tempo e dedicação, e que se for bem feita poderá nunca precisar de medidas mais pesadas, como a palmada!
21 outubro 2010
Querida, Fernanda.
Como autora do artigo, percebo que você realmente não sabe a diferença entre agressão e palmada. A palavra agressão, no dicionário, é sinônimo ataque, ofensiva, investida. E, definitivamente, A AGRESSÃO NÃO PODE SER USADA COMO MÉTODO DE EDUCAÇÃO POR QUE ELA SIMPLESMENTE NÃO EDUCA. A agressão pressupõe que o agressor tenha a intenção de causar dor e sofrimento ao agredido e os pais que agridem com a desculpa de educar, verdadeiramente, querem apenas causar dor, sofrimento e medo aos seus filhos.E DEUS não é a favor disso. E, nós tementes a DEUS, também não.
Se você possui a benção de educar seus filhos sem precisar dar uma palmada é sinal de que sua relação com eles é extremamente evoluída. E eu a parabenizo por isso! A parabenizo por não ter precisado nunca chegar a usar o recurso da palmada.
No entanto, a orientação Bíblica conforme demonstrado acima é que SE NECESSÁRIO, quando todos os outros recursos falharem, COMO ÚLTIMA ALTERNATIVA, a palmada tem seu lugar na educação sim. Conheço casos que a ausência de uma palmada custou a vida do menor envolvido, pois a mãe, depois de ter tentado de tudo para afastá-lo das drogas, não teve coragem de tomá-lo nos braços a força e interná-lo, pois considerava isso uma agressão.
Existem casos e casos, minha querida. E volto a repetir: NÃO SOMOS A FAVOR DA AGRESSÃO!!
22 outubro 2010
Respeito a opinião de vocês, e até me desculpo por ter comentado sobre um assunto tão polêmico. Mas, para mim, palmada é agressão, porque ainda que não cause tanta dor física (dependendo da palmada, né), pode causar outros tipos de dores. Acho que a questão da bíblia sobre a vara pode ser no sentido figurado. Bem, essa é apenas minha opinião. Não quero levantar polêmica.
12 dezembro 2010
Acho curioso a forma como nossa sociedade se comporta.
Antigamente, a palmada era utilizada pelos pais como instrumento “pedagógico” em função da distância que existia entre pais e filhos, fato gerado, pois a própria criança não era enxergada como sujeito ativo de sua própria educação, mas tão somente agente passivo. Hoje em dia a palmada é utilizada, não em função desta distância social, mas em função da distância física propriamnete dita. Pais não têm mais tempo para seus filhos. Pais não acompanham mais a vida de seus filhos, apesar de conseguirem compreendê-los como sujeitos ativos. Utilizamos os castigos físicos como o caminho mais curto e mais imediato. Um pai e uma mão investidos de autoridade, não precisam fazer uso de violência para que seus filhos o respeitem. Se utilizamos estes recursos nesta fase da vida, como justificar nosso discurso contra a violência nos dias de hoje?
Nossa sociedade evoluiu em termos das relações interpessoais apesar de todas as aberrações que observamos, principalmente em relação às guerras e conflitos existentes.
O que me choca, realmente, é querer utilizar versóculos do antigo testamento, cujo texto refletiu a dispensação da lei, como apoio doutrinário para bater em um filho.
Que tal pegarmos algum tezto de Jesus Cristo?
Neste sentido, desafio o site a colocar uma referência que se paute no discurso de Jesus.
Obrigado.
12 dezembro 2010
Marcelo,
de fato, o uso da palmada é uma forma mais rápida de resolver o problema, e tb mais cômoda. É muito mais fácil dar palmadas do que ser amigo e companheiro do filho, e cultivar diálogo e respeito entre os membros da família. Pais que negligenciam as demais práticas educativas, e vão direto pra palmada, na minha opinião particular, estão agindo muito errado!!
Acontece, que mesmo sendo a favor de outras estratégias para educação, não acho q seja adequada a proibição da palmada. Imagine que uma criança de menos de 1 ano vá em direção a um ventilador colocar a mãozinha. O pai diz não e tira a criança de perto, mas ela volta. O pai fala mais sério, mas mesmo assim a criança volta. A criança começa a achar engraçado o comportamento do pai de impedí-lo e começa a “brincar” com o pai indo novamente em direção ao ventilador. Quando percebe que o pai está falando sério, a criança começa a chorar, fazer pirraça, e assim que se acalma, e o pai vira as costas, a criança volta a se dirigir ao ventilador. Estou relatando uma cena que já presenciei. Os recursos de comunicação de uma criança de alguns meses é diferente dos recursos de uma criança de 5 anos, e de uma de 10. Pra evitar que a criança se machuque, vc acha que seja errado dar uma palmada na mão?
Sinceramente, acredito que a palmada é o último recurso, mas é um recurso! Se for pra preservar a vida de uma criança, dar uma palmada pode ser muito válido!!
Sobre o texto bíblico, acreditamos tanto no velho quando no novo testamento. A Bíblia por completo é a Palavra de Deus!! Se o irmão questiona o texto e sugere que peguemos um texto de Cristo, por conta das mensagens de amor deixadas por Jesus, lembre-se que o mesmo Jesus que nos ordenou amar ao próximo, também espulsou mercadores do templo à chicotadas.
Amor… educação deve ser feita com amor. Até mesmo uma palmada precisa ser um ato de amor, para ser válido como recurso educacional. Bater em uma criança só pra que ela pare de lhe perturbar é uma coisa. Dar uma palmada pra que a criança entenda algo que não está entendendo de outra maneira, creio ser demonstração de amor e cuidado!
12 dezembro 2010
Com relação ao seu ponto de vista, entendo e respeito. Não concordo no tocante à parte bíblica, mas isto é uma questão de interpretação. No entanto, agradeço pela resposta.
12 dezembro 2010
Só para não ficar pairando no ar, eu também creio no antigo testamento, mas como ele mesmo se chama é o ANTIGO testamento, feito entre Deus e seu povo Israel. Contém ensinamentos para toda a cristandade? Sim. Mas devemos nos lembrar que a lei se cumpriu em Cristo, e isto está revelado no NOVO testamento. Sem querer colocar em questão qual dos dois é mais importante, se é que isto existe, só quis colocar uma questão: faça referência a um texto dito por Jesus, para que seu ponto de vista tenha mais credibilidade. Foi isto que quis dizer. Um abraço.
21 dezembro 2010
Marcelo,
Entendi o que você quer dizer! Sinto muito, mas no momento não tenho como te fornecer um texto bíblico que seja a transcrição de uma fala de Cristo Jesus, que fale sobre o tema da palmada.
Infelizmente, argumentos como o seu são usados, muitas vezes, por conveniência. Não posso afirmar que esse é o seu caso, e espero que não seja, mas é muito fácil solicitar uma palavra dita diretamente por Jesus para justificar algumas coisas, e negar palavras ditas e escritas pelo própio Deus em tábuas de pedra quando isso convém.
Creio na Bíblia como um todo. Sei que existem temas que foram abordados pelos profetas e demais escritores bíblicos, e que não foram abordados diretamente por Cristo, e creio que isso não dá menos credibilidade aos profetas, até porque estes foram inspirados pelo Espírito de Deus. A Bíblia, como um todo é a Palavra de Deus!!
Apenas para reflexão: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Mateus 22:39 – palavras do próprio Jesus. Se dar uma palmada em um filho for um ato de amor (e em Provérbios 13:24 a correção é relacionada ao amor – “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.”), creio que este ato está imbutido nas palavras de Cristo sobre amar ao próximo.
Querido irmão… peça orientações diretas de Deus, esta é a melhor forma de se entender com clareza a Sua vontade!
Obrigada por nos visitar!
2 fevereiro 2011
Olá. Tenho dois filhos e um diferente do outro. O segundo me deu mais trabalho quando pequeno. Contarei um fato para ilustrar as crianças que temos hoje. Meu filhote “sempre” insistia em por a mão na chaleira e no ferro de passar roupas e “sempre” quando estavam quente. Tinha mais ou menos uns dois anos. Fiz de tudo. Falei durante um bom tempo, explicando que fazia dodói e nada. Um dia dei-lhe duas palmadas e pensei estar resolvido o problema e realmente ficou por um bom tempo. Ele passava e olhava a chaleira ou o ferro e saía de ladinho. Reforcei por um tempo o fato de fazer dodói. Até que um dia distraí-me e lá foi ele bem ligeiro e tocou na chaleira. Meu marido também citava o fato do dodói. Por misericordia de Deus ele só tocou pois poderia ter sido bem pior e tivesse voltado o líquido quente por cima dele. Foi nesta situação que ele aprendeu e lembra até hoje do fato. Hoje ele tem 19 anos. Não quero dizer que não devemos bater em nossos filhos, mas que este fato o ensinou que falavamos a verdade sobre o dodói. Que Deus nos ilumine para que no futuro não enfrentemos o mesmo que hoje, vendo jovens que não respeitam autoridade nenhuma, pois não aprenderam dentro do lar. Abçs.
2 fevereiro 2011
Olá Salette,
Creio que o ideal é que não precisássemos usar o recurso da palmada na educação!! Graças a Deus seu filho foi livrado de um acidente!!
Acredito que bons exemplos e diálogo são suficientes e muitos momentos da educação. Ter experiências pessoais também é uma forma muito eficaz de aprendizado (como foi o caso do seu filho), contudo costuma custar mais caro em suas consequências.
Acredito que algo que precisa ficar muito claro para todos os pais e mães é que a palmada só deve ser dada com amor, quando estiver calma, e após ter pedido a orientação de Deus. A palmada não deve ser uma forma de descontar raiva ou chateação pela desobediência da criança, mas de ensiná-la que nos importamos tanto com ela, que prefirimos dar uma palmada a vê-la sofrendo de um modo pior.
Se o exemplo e o diálogo forem usados corretamente, dificilmente precisaremos fazer uso da palmada!! Isso é algo importante a se pensar!!
19 fevereiro 2011
Acho que uma palmada no momento certo, depois que conversas e avisos não foram o suficientes, é necessario.
Como conversar com uma criança de 2 ou 5 anos e fazê-la entender o que é certo, o porque aquilo prejudica…Existem muitas coisas que uma criança não entende com dialogo, ela não tem discernimento do que é certo ou errado, apenas com ‘conversa’. Se uma criança mexe em alguma coisa que vai prejudica-la e leva uma palmada por isso, dá proxima vez ela não vai lembrar os motivos que aquilo a prejudica, mais vai lembrar das palmadas, e isso a livrará de um mal maior. O medo dos pais tem haver sim com respeito, claro que respeito se constroi com amor, mais antes que a crainça tenha entendimento destes sentimentos, o respeito se constroi tambem com o medo, porque se você tem medo de algo ou alguem, você supostamente, não fará nada errado. O medo faz com que o ser humano tenha limites, e não os ultrapasse. Sou a favor sim de palmadas, não é espancar os filhos, mas corrigi-los quando necessario. O que os pais não ensinam em casa, a vida, as ruas ensina. Se seu filho não apanha em casa e faz o que quer, futuramente apanhará da vida por seu comportamento. O governo quer ensinar “uma forma linda de amor e paciência” para educar nossos filhos, mas no primeiro momento em que uma mãe com um filho drogado, que não sabe mas o que faz procura recursos, ajuda atraves do governo, este, virá as costas para o problema, ou encaminha-o para um de seus centros de ‘ajuda’ que não ajudam em nada. E ainda querem nos empor como devemos educar nossos filhos?!… O que vai acontecer são pais submissos a seus filhos, filhos que agridem os pais (porque para isso não á punissão), há uma inversão de valores na sociedade. A maioria de nós, cidadãos de bem, levamos uma ‘palmadinha’, fomos corrigidos severamente, aprendemos desde cedo a respeitar pai e mãe, e saber nossos limites. Fui criada com muito amor, mas meus pais souberam o momento de me corrigir e como faze-lo, nunca ninguem morreu por uma palmada, bronca, mas já vi jovens e crianças perdidos na vida por falta disso. Bater, machucar não. Corrigir, dar umas palmadas sim! Somos livres, vivemos em um país democratico. Temos o direito de criar nossos filhos como achamos melhor. Ao invés do governo se preocupar com as ‘palmadas’, deveriam se preocupar com os marginais que estão nas ruas acabando com pais de familia, e arrastando jovens para as drogas.
18 março 2011
O artigo 18 do ECA diz: Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
A palmada, diferentemente do castigo corporal é definido como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”.
Apesar de não significar espancamento (que é crime) acredito ainda na educação pedagógica onde os pais possa exigir dos filhos o respeito mutuo obtido através das palavras, diálogos e o mais importante, o exemplo que esses pais dão aos filhos, pois acredito que ao longo da criação e experiências vividas entre pais e filhos, os pais vão “imprimido” aquilo que são e deseja nos seus filhos, por isso acho bastante consistente e importante a alteração desse artigo da lei.
25 março 2011
- Pisada de galinha não mata pintinho!! Sou a favor da correção sem violência e castigo justificado. As crianças precisam conhecer os limites/regras e respeitá-las. Muitos pais amendontrados acabam criando seus filhos sem o necessário limite e ai temos toda sorte (ou azar) de noticias envolvendo crianças, jovens e adolescentes, pais, professores etc em situações violentas e muitas vezes gratuítas, sem um fim que justifique.
Parabéns pelo post.
27 março 2011
Olá Elisângela, Lilian e Wilian!
Obrigada pela contribuição de vocês!
1 abril 2011
Que ricas discussões…
Não li tudo, mas li o suficiente para entender quanta gente ainda não acordou para uma realidade tão na cara…
TUDO UMA QUESTÃO CULTURAL! Bater em filhos é uma questão cultural, parental… Acordem, irmãos! A Lei das Palmadas deveria ter sido “inventada” por nós, evangélicos que pregamos o amor de Deus e repugnamos a violência!
Incrível como um simples tapa em um adulto, por qualquer q seja a pessoa, pode levar o caso à justiça. Bater em animais tbm é crime… Na escola a palmatória foi abolida, mas os pais insistem que se deve bater em filhos…
Quando o Marcelo Augusto desafiou alguém que colocasse no site uma referência bíblica que falasse da punição física no Novo Testamento NINGUÉM ousou. Ou seja, NÃO ENCONTRAMOS no Novo Testamento Jesus falando da vara. Citaram o fato em q Jesus usou de chicotadas para corrigir as pessoas que utilizavam a sua Casa indecentemente. MAS JESUS NÃO DEU CHICOTADAS EM CRIANÇAS!!! FORAM ADULTOS!
Se fôssemos olhar por esse prisma então poderíamos dizer que SERIAM OS ADULTOS QUE DEVERIAM SER CORRIGIDOS COM UNIÇÃO FÍSICA e não as crianças…
Ainda dizem: “Se não batermos nos filhos hoje oa outros batem amanhã…” o correto é q não batamos hoje nem ninguém bata amanhã!!! Para isso predicamos DAR LIMITES, CORRIGIR, AMAR!
O que muita gente tem dificuldade é de separar o ato de corrigir do ato de bater. Pergunto: Deus nos corrige batendo? O pastor da igreja nos corrige batendo???
Mudemos! Mudemos! Quebremos essa maldita corrente! Maldita herança cultural! Chega de provocar sofrimento à carne inocente!!! Querem bater? batam nos maridos, nas mulheres, nos pais, nos irmãos, que são bem grandinhos e aguentam porradas… Claro! Se bater é um gesto de amor, então quando teus pais, irmãos, mulher, marido errar batam! Estranho, né? NINGUÉM QUER APANHAR, mas criança pode… É conveniente levarmos uma palmada de pessoas que amamos??? Seu filho(a) te ama, pais e mães! Ensinem, eduquem, deem limites apenas, mas não provoquem sofrimento. A vida já se incube disso. As crianças já sofrem tanto… por cairem, baterem a cabeça no chão, por quebrarem um braço enquanto brincam inocentemente… Por ter que tomar vacinas e injeções em cuidado à saúde, por tantas razões… Para que mais sofrimento?
Corrigir é ensinar, é mostrar que toda ação resulta em consequência e aplicar essa consequência, sem o uso da força física, mas MORAL! A AUTORIDADE FÍSICA SURGE QUANDO ACABA A AUTORIDADE MORAL!!! A AUTORIDADE FÍSICA, ENTÃO ATESTA A INCOMPETÊNCIA DOS PAIS EM EDUCAR!
16 maio 2011
olá, sou estudante de direito e estou desenvolvendo meu TCC tratando do dever dos pais de corrigir os seus filhos, concordo com suas palavras.
Gostaria da sua opinião em como citar a Biblia em meu trabalho e se é correto sem levar para o lado religioso.
aguardo resposta.
18 maio 2011
Olá Regina! Obrigada por comentar!
Academicamente, você não pode concluir o trabalho dando a ele sentido religioso. Porém, vc pode citar a Bíblia como um codex religioso e demonstrar a sua influência sociológica.
Caso necessite de ajuda. Estarei a disposição.
12 outubro 2011
Não existe palmada com amor, Primeiro que quem ama um filho não bate, e sim ensina o filho a seguir seus passos, passos de pessoa passiva, não violenta, existem muitas outras formas de educar o filho, bater só prova sua incompetência, e como foi dito de uma mãe tenta bater em um filho ainda mais drogado, o filho aceita a violência como algo banal, além não tem nenhuma garantia de eficácia ,pode ocasionar dor, medo, ressentimento, rejeição e rebeldia que a curto, médio e longo prazo resultam sérios danos emocionais ao indivíduo agredido.
12 outubro 2011
Muito boa a discussão!
Estou fazendo meu trabalho de conclusão de curso em psicologia a respeito de violência doméstica, especificamente violência física de geração, que é entendida como aquela violência praticada pelos pais em seus filhos.
Sou estagiário no juizado da infancia e juventude de Vila Velha -Es . O que gostaria de compartilhar com vocês é que todos os dias temos casos de crianças violentadas pelos pais com a desculpa de estarem educando, o que temos que entender é que a maioria de nossa sociedade não tem instrução necessária para ter discernimento sobre a tênue diferença entre agredir e educar, e quem acaba sofrendo com isso são as crianças que são violentadas aos montes todos os dias. Pela minha própria experiência digo a vocês que os pais que usam da “palmada” em seus filhos lhe deixam apenas 2 legados, o primeiro é o afastamento afetivo o filho não volta a fazer o errado porque tem medo das consequencias e não porque adimira o exemplo do certo que é dado pelos pais, e o segundo é a referência negativa, os filhos tendem a pensar que resolverão seus problemas com violência como seus próprios pais. Bater em um filho é não enxerga-lo como sujeito, isso fica muito claro por um simples exercicio que pode ser feito por qualquer um, quem não ficaria indignado a ver um filho bater em um pai idoso? Então porque essa mesma indignação não se faz presente na agressão contrária? Sabe porque? Porque os pais agreessores não vêem e respeitam seus filhos como sujeitos de direito. E para os pais preguiçosos que acham necessário bater mesmo que moderadamente em seus filhos vai o recado saiba que as relaçãoes que seus filhos irão ter com todas as outras pessoas na vida deles sempre estarão pautadas nas relações de primazia (pais-filhos). Portanto a agressão sofrida mesma que moderadamente concerteza gerará consequencias marcantes. Pensem bem … Violência só gera violência.
12 outubro 2011
E pelo amor de DEUS a bíblia é uma grande metáfora, não a interpretem ao pé da letra!!!!!
14 outubro 2011
Olá Rafael!
Bom receber a visita de um colega de profissão. Concordo com vc no que diz respeito aos efeitos da agressão física na vida de uma criança, contudo discordo de que não haja momento em que uma palmada tenha seu lugar. Mas essa é uma discussão que nunca terá fim. As pessoas terão sempre seus diferentes pontos de vista, assim como dentro da psicologia existem dezenas de diferentes pontos de vista acerca do que é humano, normal, mente, comportamento… e nem por isso devemos jogar no lixo uma das várias vertentes teóricas, não é verdade?
Como cristã, acredito que a palmada tem seu lugar. Como psicóloga creio no mesmo. Contudo, acho importante ressaltar que minha opinião a esse respeito é a seguinte: A PALMADA SÓ SE FAZ NECESSÁRIA PORQUE OUTROS MÉTODOS DE EDUCAÇÃO SÃO UTILIZADOS DE FORMA MUITO DEFICIENTE, OU SEQUER SÃO UTILIZADOS. Se a palmada for a única forma que terei de evitar que a criança que Deus deixou sobre meus cuidados ponha em risco sua vida, como atravessar a rua correndo sozinho, irei usar. Mas todos os demais métodos de educá-lo serão usados antes desse, e somente se não forem eficazes ela terá seu espaço. É preferível ver uma criança no caixão do que dar uma palmada? Não posso compartilhar desse pensamento. E ele pode ser visto como extremo… mas igualmente extrema são as situações em que a palmada deve ser usada, por isso o exemplo dado deve ser esse mesmo.
Quando criança, levei algumas palmadas, e agradeço a Deus por isso. De forma alguma isso causou separação entre mim e meus pais, pois fizeram sempre de forma muito sábia, dentro de suas possibilidades. Meus pais são meus melhores amigos, as pessoas em quem mais confio, e nem quando criança julguei injustas suas repreensões, castigos e palmadas. Há outras atitudes, como a permissividade que deixam consequências muito piores na vida das crianças, e ninguém se dispõem a legislar sobre isso.
Quero apenas fazer uma observação sobre sua última fala: “E pelo amor de DEUS a bíblia é uma grande metáfora, não a interpretem ao pé da letra!!!!!”. Não querido, a Bíblia não é uma grande metáfora. Se você crê assim, provavelmente conhece muito pouco da Bíblia e do que ela é capaz de fazer. Ela é a PALAVRA DE DEUS, e a palavra de Deus tem poder. Foi pela Sua palavra que Ele criou o mundo. O que Ele fala é lei! Não é possível “pelo amor de Deus” (utilizando suas próprias palavras) acreditar que “a bíblia é uma grande metáfora”, pq Ele mesmo diz o contrário: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”
João 5:39
14 outubro 2011
Olá Ronald!
Essa é a sua opinião, não é? Talvez você não saiba o que é receber / dar uma palamada com amor. E entendo que sem esse conhecimento não posso esperar que vc tenha outra opinião.
Leia a seguinte passagem bíblica:
“E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender.
Então a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus.” 2 Samuel 6:6-7
A Bíblia diz q Deus é amor! A mesma Bíblia relata a história da morte de Uzá! Como entender que o Amor (Deus) seja capaz de repreender alguém tirando a vida da pessoa? Eu consigo compreender que Deus continuou sendo Amor, mesmo castigando Uzá com a morte. Consigo entender tb que um pai consegue educar o filho com uma palmada agindo pelo amor. Esse é um entendimento complexo, que só temos quando nos relacionamos intimamente com Deus. Experimente se relacionar intimamente com Deus e você entenderá isso também!!
Respeito sua opinião, e não espero que todos aqui pensem igual! Seria muita ingenuidade, né?
Obrigada pela visita!
14 outubro 2011
Por que bater não educa?
Quando o adulto bate no filho, ele está reconhecendo que ficou impotente diante da atitude da criança. Mostra claramente que perdeu o controle de si mesmo e a agressão passa a ser a única maneira de manter a autoridade. A força física de um adulto é maior e se amplia nos momentos de raiva. Testar os limites dos pais é um comportamento típico que faz parte do aprendizado da convivência em família. Embora não seja fácil, os adultos devem lidar com as manhas com carinho e desenvolver a capacidade de dialogar e explicar as coisas para a criança sem violência. Afinal, ela é capaz de entender mais do que se imagina. Além disso, depois de bater muitos pais se arrependem. Essa atitude contraditória não é positiva para a criança.
14 outubro 2011
Quais são as consequências da palmada para vida da criança?
Em primeiro lugar, a criança primeiro não entende por que está apanhando. Pode sentir raiva do adulto e aprender que a força é um meio aceitável de conseguir o que quer. Além disso, para descontar o tapa que levou dos pais, vai bater nos amiguinhos. O adulto não tem moral para dizer que isso é errado, as referências da criança ficam, portanto, confusas. Para piorar, após a agressão, ela vai remoer coisas antigas, trazer à tona mágoas de quem o agrediu e até mesmo querer se afastar do agressor.
Ela pode, ainda, ter outros problemas no futuro?
Sim. A criança que apanha também pode ter dificuldades para respeitar autoridades e receber ordens, já que era controlada pela força física. Ela obedecia para não apanhar ou somente depois de levar uns tapas. Assim, na ausência do castigo físico, perde as referências de até onde pode ir.
Como agir em situações em que as crianças tiram os pais do sério ou ultrapassam limites, como birras e escândalos em lugares públicos?
A questão é colocar os limites claramente para as crianças antes, conhecer bem os seus filhos. Tapas não são capazes de corrigir as falhas na educação. O diálogo, a explicação de que aquilo não é certo, com carinho, é mais eficiente. Pois, dessa forma, a criança compreende melhor. O tapa só vai estancar uma ação que provavelmente irá se repetir.
18 outubro 2011
Olá Rafael!
Então… acho que já deixamos claro aqui tanto no post como nos comentários que não defendemos a palmada simplesmente, mas que não concordamos com uma lei que proíba o uso da mesma.
Continuo afirmando que em casos extremos a palmada tem seu lugar sim, na educação das crianças. Mas, homens com o coração cheios de pecado realmente não sabem utilizá-la de modo positivo. É por causa de pensamentos “bonitos” como o “anti-palmada” (se assim posso chamar) que pessoas não compreendem como Deus pode ser amor e ao mesmo tempo ordenar “MATE”, ou fulminar alguém que se propõe a salvar a arca da aliança de cair no chão.
Pais que se arrependem depois de dar uma palmada são pais que não deram uma palmada corretamente. Quando refletimos a Cristo e seu amor, atitudes de correção (incluindo palmadas) não são contraditórias, assim como a atitude que Jesus teve no templo, expulsando com chicote os mercadores também não entrou em contradição com Seu amor. É preciso estar muito perto de Deus para usar de qualquer (e entenda aqui realmente QUALQUER) método de correção, para que esse método seja feito com amor. Botar uma criança de castigo ou privá-la de algo pode ser muito mais danoso que uma palmada dependendo da forma como é feito.
18 outubro 2011
Bom, Rafael! Acho que já te respondi no comentário anterior!
10 novembro 2011
COM ESTA LEI FICA DIFÍCIL CORRIGIRMOS NOSSOS FILHOS. EU, QUANDO CRIANÇA JÁ APANHEI DE VARA, EU E MINHA IRMÃ TÍNHAMOS QUE IR PEGAR A VARA, E SE NÃO TIVESSE BOA, TÍNHAMOS QUE IR PEGAR OUTRA. E MEU PAI ME DAVA UMAS VARADINHAS EXPLICANDO PORQUE ESTAVA ME BATENDO, NEM POR ISSO MORRI,E NEM POR ISSO ODIEI MEU PAI, PELO CONTRÁRIO,HOJE SÓ TENHO QUE AGRADECÊ-LO.
11 novembro 2011
Ei Lúcia!!
Como vc, creio que muitos foram “salvos” de mals hábitos, pelos pais, por levar umas palmadas educativas, né?
É certo que existem outros métodos, mas não posso afirmar que esse método da palmada NUNCA será necessário. E aí, ter uma lei que a proíba acho bastante invasivo!
Obrigada pela visita!
22 novembro 2011
Resumindo o Estado só inventou a lei, porque muitos pais que não merecem esse título, espancam seus filhos, deixando marcas horriveis e até leva-os a morte, foi só por isso… Mas se vc é conciente do amor que deve ao seu filho palmadas na hora certa, no momento certo e da maneira certa, não faz mal nenhum… o futuro já mostra desde hoje um caos.. precisamos salvar nossos filhos e filhas e também os amiguinhos deles… que um dia todos se tornaram adultos e a pergunta “quem vai destruir quem? não pode ecoar nos nossos lares… só depende de como vc educa com conversa ou com palmadas… Deus ira cobrar dos pais o futuro de seus filhos, isso é bem certo… porque o Velho testamento confirma o Novo testamento, a Palavra de Deus não muda… Ele é Deus e vê todas as coisas…
24 novembro 2011
eu acho um absurdo pois se nos pais naao podemos dar educaçao aos nossos filhos qual vai ser o futuro dele esse governo nao tem o que inventar eu acredeso aos meus pais por te me dado palmadas por que conheço casos que os meus amigos faziam o que queriam na hora que queriam e viaram a mairia drogado e tem pessoas que vai e apanha da policia entao as pessoas podem apanhar da policia mas as crianças levadas nao podem nem levar palmadas para virarem pessoas do bem ,o mundo ja esta de cabeça para baixo filho matando pais batendo nos pais mandando nos páis se isso que o governo problema deles
eles nao pagam a as contas nossas nao criam nossos filhos ao contrario so faz agente pagar para trabalhar enquanto eles ficam a bundas gordas sentadas na cadeira nos lutamos para o melhor de nossos filhos,e espero em Deus que meus filhos sejam de boa indoli poque se depender deste governo o mundo esta perdido porque leis para educaçao nao tem e se tiver nao é praticado mas eles gostam de punir pessoas inocentes ,as pessoas que devem ser punida eles libertam e deixa arriscando a vida de nossos filhos eles colocam as coisas mas absurda tenho 19 anos e ja tenho receio de certas coisas pq esse governo a maioria currupito e sem escrupulo em vez de gastar o dinheiro em educaçao fica perdendo tempo em punir pais que quer dar uma educaçao para os filhos devem s er comandados tudo pelos filhos
1 dezembro 2011
Ronald,excelente o que escreveu!
Rafael Chagas de Oliveira,
Perfeitas as suas colocações! Pena que demorei a voltar e perdi a discussão! Eu tbm estou fazendo meu TCC com o tema, mais precisamente como os castigos corporais influenciam no processo de aprendizagem.
A questão cultural está enraizada na mente das pessoas de uma tal forma q não conseguem enxergar a humilhação que é bater em uma criança. E eu estudo a Bíblia e A BÍBLIA NÃO defende nenhum tipo de agressividade contra a criança!
1 dezembro 2011
Karyne M. Lira Correia,
Sério mesmo? Nunca passou pela sua cabeça a humilhação que é ter que pegar a própria vara para apanhar??? Vc, além de agredida, foi humilhada! Q covardia de sua mãe! Eu tbm sofri assim e sabe o q carrego hoje? Baixa autoestima, fobia social, além de um monte de problemas de ordem emocional, que atrapalham a minha vida afetiva e conjugal.
Agora pensa:
Nunca passou pela sua cabeça que vc poderia ser muito mais grata a sua mãe se tivesse tido paciência para educá-la, já q vc criança era um ser em formação, que ainda não entendia as consequências de seus erros???
1 dezembro 2011
jhenifer,
Os pais PODEM E DEVEM dar sim educaçao aos filhos! Os pais só não podem bater em seus filhos! Educar é ensinar, dar limites, dar exemplo!
Para vc ter ideia: eu tenho dois filhos. O mais velho de 7 anos, há alguns meses sujou de lama o muro do vizinho, no momento em que estava pintando. O dono da casa ficou chateado com ele e eu também, claro! Mas sabe o q fiz?
Eu reclamei com meu filho, mostrei a minha insatisfação diante de sua atitude e pedi que ficasse sentado pensando uma forma de CORRIGIR SEU ERRO. Ele pensou durante uns 8 minutos depois disse:
“Minha mãe, eu já sei como corrigir o meu erro! Vou lá pedir desculpa ao dono da casa e perguntar a ele se quer que eu pinte novamente o local sujo”. E assim ele fez. O sr. desculpou-o e disse q não precisava pintar não, que já estava tudo resolvido e ainda o chamou de amiguinho.
Educar é isso! Corrigir e dar limites é diferente de bater!
1 dezembro 2011
Karyne M. Lira Correia,
Eu te pergunto:
O QUE FAZER QUANDO A PALMADA “com amor” NÃO SURTIR O EFEITO DESEJADO??? Ah, então vem a sandália com amor? E qnd a sandália com amor perder tbm a força??? Vc já parou pra pensar a covardia que é medir forças com alguém com metade de seu tamanho?
1 dezembro 2011
Escrevi esse texto, espero que reflitam, irmãos!
Muitas pessoas, por apegarem-se à literalidade de palavras da Bíblia, entendem que precisam bater em seus filhos para discipliná-los. Eu afirmo, porém, com base em estudos e reflexões profundas sobre o tema, que a Bíblia não apoia tal prática.
Alguns versículos que confundem a mente de cristãos sobre tal atitude:
1. Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga. Provérbios 13:24
2. Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá.
Provérbios 23:13
3. A estultícia está ligada ao coração do menino; mas a vara da correção a afugentará dele.
Provérbios 22:15
Pensemos inicialmente: Pregamos que Deus é Pai. Somos, pois, seus filhos. Se somos filhos somos por Ele também educados, disciplinados, corrigidos. Encontramos versículos que falam do uso da vara por Deus? Sim. Mas vejamos:
1. Saberás, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus.
Deuteronômio 8:5
2. Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus corrige; não desprezes, pois, a correção do Todo-Poderoso.
Jó 5:17
3. pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho.
Hebreus 12:6
4. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” – Salmos 23:4
No último versículo por mim citado, do livro de Salmos, percebemos o que é exatamente a vara. Como no início da leitura (vers. 1°) Deus é apresentado como Pastor, entendemos, então, que a vara é um instrumento usado para apascentar, corrigir, apontar a passagem às ovelhas, conduzindo-as no caminho certo e livrando-as dos perigos. Pergunto:
• Se a vara usada por Deus/Pai nos consola, por que a vara usada pelo pai e mãe seria usada para bater, açoitar ou fustigar literalmente?
• Quando Deus nos corrigiu com a vara literalmente?
• Quando o pastor da Igreja, que faz o papel de pai, ensinando, disciplinando, corrigindo usou da vara literalmente para corrigir a seu rebanho?
• Onde na Bíblia encontramos Jesus, já que Ele esteve presente de carne e osso na Terra, repreendendo com vara as crianças?
O apóstolo Paulo também falou da vara quando se referiu à correção dos membros da igreja em Corinto:
• Que quereis? Irei a vós com vara, ou com amor e espírito de mansidão?
1 Coríntios 4:21
Quando/Onde encontramos na Bíblia Paulo açoitando de vara o povo que estava sob a sua responsabilidade ensinar?
Deus é amor. Jesus quando esteve na Terra, deixou-nos lindas lições de amor ao próximo, ensinou-nos lições incomparáveis de perdão. Uma das mais lindas lições foi a do perdão à mulher adúltera, quando fez com que todos refletissem sobre seus atos e desistissem de apedrejar àquela mulher!
Chamam-nos a atenção também o seguinte versículo da Bíblia:
• O que semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação falhará.
Provérbios 22:8
E são os males que muitos estão colhendo nos últimos séculos: Os valores perdem-se a cada dia. Muitos filhos não aprenderam a respeitar os seus pais, pois são tratados com falta de respeito, com violência, humilhações, por repressão e medo. A afetividade está cada vez mais dando lugar à ira, pois ao passo que as crianças são agredidas, têm seu coração preenchido pela raiva, ódio, medo, desamor…
Está claro aqui que Deus não apoia atos de violência/perversidade. Está claro que a tal vara provoca indignação, raiva e ódio e por isso não foi recomendada por Deus.
Há um versículo ainda, por sinal muito lindo, pouco usados pelos cristãos:
• E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.
Efésios 6:4
Pensemos ainda:
Por que à mulher adúltera Jesus perdoaria e às crianças, seres em formação, que não conhecem as consequências de seus erros, Ele mandaria açoitar? Por que não procuramos refletir sobre as nossas práticas e ver se elas fazem sentido à luz da Palavra de Deus?
3 dezembro 2011
Para quem defende a palmada como recurso necessário quando o diálogo e os outros meios falham, pergunto?
E QUANDO A PALMADA NÃO FUNCIONAR MAIS???
7 dezembro 2011
Olá Andreia!
Creio que você não leu atentamente nem o post escrito pela Emanuelle, nem os meus comentários.
Seus comentários acerca da educação que recebi de minha mãe são completamente incoerentes, e não refletem em nada a realidade das correções que recebi. Nunca fui agredida por minha mãe e em momento nenhum ela agiu de forma covarde para comigo. Ainda não sei de onde você tirou essa história de que minha mãe me humilhava fazendo com que eu escolhesse a vara. Acho que no afã de defender uma ideia vc está passando por cima da realidade e atropelando a mesma. Vale a pena considerar as palavras dos outros com atenção antes de botar para fora todas as suas ideias como se fossem verdades, não?
Além disso, quanto aos traumas… ah querida, a correção da qual falo e defendo não deixa traumas. Você não conseguiu compreender ainda do que estamos falando aqui. Não estou falando de agressão, nem de violência. Talvez você não consiga visualizar uma palmada sem violência ou agressão. Compreendo! Sua história de vida possivelmente não a permite ter essa clareza. E entendo qualquer um que leia essas palavras e pense, é impossível usar a “vara” sem agredir. Somente aquele que viu a vara ser utilizada com todo amor e carinho do mundo sabe o que é isso. E não exijo de nenhum de meus leitores que possuem histórias de vida completamente diferentes da minha que entendam perfeitamente o que isso significa.
Repito aqui 2 textos que já foram citados anteriormente, mas que podem ter sido negligenciados em sua leitura. Acho que eles deixam mais do que claro o que estamos dizendo aqui e encerram qualquer acusação (explícita ou implícita) de que estejamos defendendo práticas violentas:
“Nunca levanteis a mão para lhes dar um tapa, a não ser que possais, com clara consciência, curvar-vos diante de Deus e pedir sua benção sobre a correção que estais prestes a dar. Incentivai o amor no coração de vossos filhos. Apresentai-lhes motivos elevados e corretos para o domínio próprio. Não lhes deis a impressão de que se devem submeter ao governo porque essa é a vossa vontade arbitrária, porque são fracos e vós sois fortes, porque vós por que vós sois o pai e eles os filhos. Se desejardes arruinar a vossa família, continuai a governar pela força bruta, e certamente tereis êxito.” Testimonies, Vol. 2, Pág. 259 e 260.
“A mãe pode perguntar: “Nunca deverei castigar meu filho?” A vara pode ser necessária quando falharam outros recursos; contudo não deve fazer uso dela se for possível evitar. Mas, se medidas mais brandas se mostrarem insuficientes, deve administrar-se com amor o castigo que levará a criança à compreensão de seus deveres. Freqüentemente um só destes corretivos será suficiente para mostrar por toda a vida que não está observando a disciplina.” Conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 116.
Acho que esse último texto já responde sua última pergunta (e quando a palmada não funcionar mais?). É pouco provável que uma palmada dada da forma correta, como Deus orienta, não funcione. Mas se não funcionar, devemos permitir que a criança aprenda da forma mais difícil (colhendo as consequências naturais de seus atos – por ex: adquirindo queimaduras ao mexer num fogão, fraturas ao cair de uma escada, etc…).
10 dezembro 2011
“Usar a vara com amor e carinho… (que contradição, não?)
Se não é violência, por que não se usa para educar adultos, velhinhos teimosos? – Veja, vale a pena refletir…
Bem, peço desculpas pela forma q me pronuncio, sou um tanto intolerante com relação a esse assunto, confesso. É q não mais suporto ver tantas crianças sofrendo em nome de uma cultura que só usa de violência contra as crianças/indefesas. Lembro-me de quando eu era criança/adolescente. E minha mãe dizia o mesmo que vc: bato com amor, bato porque amo, bato pra educar… Não importa a intenção, palmada/varada/cintada, etc……. é e sempre será agressão!
Realmente é muito difícil compreender que a palmada/varada/cintada… são formas de violência. É preciso refletir um bocadinho para entender isso. A cultura impregnada na mente das pessoas VEDAM-lhe os olhos para que não enxerguem as coisas… É por isso que em alguns países apedrejam-se mulheres que adulteram, em outros matam-se crianças que nasceram gêmeas ou deficientes… A cultura faz isso, infelizmente. LÁ onde isso acontece é NORMAL também…
Daqui há anos, décadas, qnd a palmada realmente estiver abolida no Brasil, as pessoas sentirão remorso do que fizeram com as crianças. Um exemplo mais claro e muito próximo de nós é o uso da palmatória nas escolas, que foi abolida com a elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente. E o que dizer dos negros que apanhavam de seus donos? Cultura! Cultura! A palmada, bem como todos os castigos físicos contra criança é uma herança cultural, parental!
É possível educar sem o uso da força física, é possível! Porém é muito mais difícil, pois exige tempo, muuuuuita paciência, tolerância, sabedoria……………..
10 dezembro 2011
Alguém comentou aqui: “Se um pai não dá exemplo, ele não pode jamais bater em uma criança”
Eu vejo assim: Um pai que dá exemplo jamais bate em uma criança. Veja que linda palavra é ‘exemplo’. Resumindo: dar exemplo significa permitir-se ser copiado. Um pai que dá exemplo diz: “Meu filho, pode fazer o que eu estou fazendo! Isso é correto.” Todos nós sabemos q a criança, antes mesmo de começar a andar e a falar, já se espelha no adulto, principalmente nos pais. Portanto, se eu minto na frente (e não devo mentir nem por trás, claro) de meu filho, se eu xingo na frente de meu filho estou ensinando-o a fazer o mesmo. E se eu bato em meu filho, que exemplo estou dando para ele???!!!
Karyne M. Lira Correia
Vc disse: “Quando percebe que o pai está falando sério, a criança começa a chorar, fazer pirraça, e assim que se acalma, e o pai vira as costas, a criança volta a se dirigir ao ventilador. Os recursos de comunicação de uma criança de alguns meses é diferente dos recursos de uma criança de 5 anos, e de uma de 10. Pra evitar que a criança se machuque, vc acha que seja errado dar uma palmada na mão?”
Veja o que a cultura faz, ela diz que agindo assim evitamos que a criança se machuque> Reflete comigo, por favor – Vale a pena refletir de verdade: Se essa mesma cena acontecesse com um velhinho, que tbm como a criança, ignora os perigos, por desconhecê-los? Valeria uma palmada na mão de um velhinho/velhinha/pai/mãe???
Percebe q é uma questão cultural? Por que só em criança a palmada não é agressão?
Quero citar tbm sobre a atitude que Jesus teve no templo, expulsando com chicote os mercadores – a q vc se referiu em outro post – eu tinha usado em minha primeira postagem, esse exemplo, enfocando que isso NÃO aconteceu com crianças e sim adultos! Encontramos cenas de Jesus batendo em crianças entre as histórias da Bíblia? NÃO!
Peço desculpas pela minha falta de atenção, pela confusão q fiz dos posts. Quando falei sobre a humilhação que é ter q ir pegar a própria vara pra apanhar. Referi-me ao post de Lúcia Helena. E é humilhação mesmo. Além de humilhação eu diria ainda q é sadismo.
Salette Sostter
Sobre o exemplo q vc colocou da chaleira quente, que bom que percebeu que a palmada não resolveu” Mas o mais conveniente aí seria tirar o objeto do perigo do alcance da criança, até q ela seja capaz de entender o perigo sem precisar tê-lo experimentado!
Tenho uma amiga, cujo avô velhinho (inclusive piscou os olhos ontem pela última vez) tinha a mania de tomar os remédios q encontrava pela casa (igual como faz a criança). E ela escondia-os todos, colocava fora do alcance dele sempre os objetos perigosos…
Fiquem todos com Deus. Grande abraço!
10 dezembro 2011
Olá, Karyne M. Lira Correia!
Desculpa pelas postagens “cortadas”. Estava com o meu bebê ao colo qnd escrevi há algumas horas.
Mas queria saber: Sério mesmo? Se as palmadas não funcionarem mais, vc permitiria que a criança aprenda colhendo as consequências naturais de seus atos – por ex: adquirindo queimaduras ao mexer num fogão, fraturas ao cair de uma escada, etc…)???
Será q Deus aprovaria isso?
Eu deixaria q ele aprendesse com consequências APENAS se estas não fossem dolorosas… Uma curiosidade: Vc tem filho?
Bem, se uma criança mexe com objetos perigosos, é porq não sabe o que é perigo! ATÉ QUE ELA APRENDA precisamos tirar de seu alcance TUDO o q a prejudicaria. Se não for possivel tirar, no mínimo a criança deve ser vigiada! – Isso é o que fazemos com velhinhos, (exemplo acima)não?
12 dezembro 2011
Emanuelle,
Interessante você justificar as palmadas, com base em provérbios de Salomão, pois, como sabemos, um de seus filhos, Robão, criado pela vara, se tornou nada menos que um dos maiores tiranos da história.
Poranto, como se vê, a vara não funciona. Não mesmo, pois podemos perceber que a maioria dos criminosos são pessoas que cresceram e foram educadas na base das palmadinhas.
Ok, não é todo mundo que levou umas palmadas que vai se tornar um criminoso, tirano, como o filho do “sábio” Salomão. Lógico que não. Mas basta verificar nas escolas pra perceber que os bullies (crianças que cometem bullying), as crianças agressivas, são crianças que levam palmadas.
Violência gera violência. Isso é fato.
E não importa a intensidade da palmada (se é fraca ou forte), pois a violência se dá pelo simbologismo do poder físico do mais forte sobre o mais fraco.
Mas, você tem razão, umas palmadas não necessariamente tornarão uma criança agressiva. Na verdade, é mais comum que a criança que leve palmadas se torne excessivamente submissa, criando transtornos de ansiedade quando adultas.
Enfim, o risco das palmadas é esse: uma criança agressiva ou uma criança excessivamente passiva que se tornará uma adulta ansiosa.
5 crianças são espancadas a cada 4 minutos no Brasil. Outras tantas morrem anualmente. Isso tudo se iniciou com uns tapinhas.
Portanto, se você tem dificuldades em lidar com crianças, em se controlar, em ensinar a criança a se manifestar de uma forma saudável, em solucionar os problemas e frustrações de modo civilizado (conversando, orientando, etc), sugiro que você aprenda a como fazer isso. Mas não justifique a violência contra a criança num blog, citando a Bíblia.
Não seja responsável pela morte e violência contra nossas crianças!
Fique com Deus!
15 dezembro 2011
Tatyana,
Gostaria que me desse a passagem bíblica q diz q Salomão usou a vara com Roboão.
Gostaria tb que me dissesse q direito tem vc de questionar a sabedoria de Salomão visto q a Bíblia diz em 2Crôn 9:23 q essa sabedoria foi dada por Deus!
Muito cuidado ao questionar um ensinamento bíblico, querida!
Se vc ler novamente o post e os nossos comentários, verá q não estamos defendendo nenhuma atitude violenta.
Andreia,
Td q posso te dizer é q seus traumas de infância provam mais uma vez q vc não compreende o tipo de correção de q estamos falando! Sua mãe dizer q te batia por amor não significa q ela fazia oq estamos dizendo aqui.
Sobre deixar a criança arcar com as consequências, querida, se vc protege seu filho das consequências dos atos dele sinto informar, mas vc está dando uma péssima educação! nossos comportamentos se tornam hábitos de acordo com a consequência deles. Seu filho está sendo criado em um mundo q não existe, se vc tira td do ambiente dele! Além disso, tenho q informá-lá q vc não é onipresente e não poderá tirar td de perto do seu filho sempre! Então ele experimentará o perigo da forma mais triste.
Entendo sua intolerância à violência. Tb sou intolerante à violência. Aconselho q peça orientação divina. Coisas espirituais se discernem espiritualmente. Não estamos falando de qq educação! Estamos falando de uma educação q é para a eternidade, de uma responsabilidade q será cobrada no juízo!! Muito mais importante do q qq teoria de educadores e psicólogos é a instrução divina.
Apenas mais duas observações: 1) NUNCA use a “vara” como correção, pq depois de td q vc já escreveu aqui, estou certa de q vc não sabe usá-lá corretamente. Use apenas no dia q vc aprender a fazê-lo com o próprio Deus. 2) Não sou mãe ainda, mas sou madrasta. Sabe oq é educar uma criança q não é sua?! Muito mais difícil q educar o próprio filho. Nunca dei uma palmada sequer em minha enteada. De meu esposo ela levou apenas 1 palmada na vida (hj ela tem 11 anos), e isso pq todos os outros meios haviam falhado em impedí-la de correr para atravessar a rua sozinha ao final do culto. Nunca mais ela precisou de palmada para nada, de nossa parte. Ama o pai, não tem traumas e é uma criança feliz!!
15 dezembro 2011
Karyne M. Lira Correia,
Vc não leu atentamente o que coloquei. Vale um Ctrl+C / Ctrl+V…
“Mas o mais conveniente aí seria tirar o objeto do perigo do alcance da criança, ATÉ QUE ELA SEJA CAPAZ DE ENTENDER O PERIGO sem precisar tê-lo experimentado!”
Depois disso ELE DEVERÁ CORRIGIR SEU PRÓPRIO ERRO, como no exemplo que dei do meu filho que sujou de lama o muro do vizinho! Segue a cópia do exemplo, para poupar-te tempo na procura, caso ainda não tenhas lido:
(Para vc ter ideia: eu tenho dois filhos. O mais velho de 7 anos, há alguns meses sujou de lama o muro do vizinho, no momento em que estava pintando. O dono da casa ficou chateado com ele e eu também, claro! Mas sabe o q fiz?
Eu reclamei com meu filho, mostrei a minha insatisfação diante de sua atitude e pedi que ficasse sentado pensando uma forma de CORRIGIR SEU ERRO. Ele pensou durante uns 8 minutos depois disse:
“Minha mãe, eu já sei como corrigir o meu erro! Vou lá pedir desculpa ao dono da casa e perguntar a ele se quer que eu pinte novamente o local sujo”. E assim ele fez.)
Vou deixar mais dois lindos exemplos:
Meu bb de 1 ano e 11 meses quando descobriu o fogão, assim que começou a andar, com uns 11 meses, quis tocá-lo (como toda criança curiosa). Daí sempre eu o tirava de perto e fazia cara de dor: “Toca não , faz dodói!” Ele voltou lá várias vezes e eu repetia a mesma coisa sempre. Embora ele não sabia o que era dodói, começava a entender pela cara que eu fazia, que não era boa coisa… Minha ajudante tinha muito cuidado na hora de preparar as refeições, é desgastante! É claro que dar uma palmada e fazer a criança obedecer pelo MEDO é MUITO mais fácil!
Agora, com quase dois anos (fará no próximo dia 22), não mexe mais. ? Aprendeu! Q lindo é aprender sem precisar se machucar! Isso exige paciência, amor e sabedoria!
Quando a criança for crescida ela terá que aprender a assumir as consequências de seus erros, sim. Mas até lá, ela já não estará correndo tanto perigo, pois APRENDEU o que deve ou não fazer!
A vida já se incube de nos fazer passar por tantas dores, e, às vezes SÃO INEVITÁVEIS! – Como uma queda que meu filho mais velho tomou de bicicleta, uma queda que o bb tomou ao tentar dar seus primeiros passinhos…
Existem perigos QUE PODEM SER EVITADOS PELO ADULTO ATÉ QUE A CRIANÇA APRENDA A EVITÁ-LOS SOZINHA.(ainda que seja cansativo).
AS PERGUNTAS QUE NÃO TÊM RESPOSTA:
Vai outro ‘Ctrl+C / Ctrl+V’…
(Onde na Bíblia encontramos Jesus repreendendo com vara as crianças?)
(Se a vara usada por Deus/Pai nos consola, por que a vara usada pelo pai e mãe seria usada para bater, açoitar ou fustigar literalmente?)
(Quando Deus nos corrigiu com a vara literalmente?)
(Quando/Onde encontramos na Bíblia Paulo açoitando de vara o povo que estava sob a sua responsabilidade ensinar?)
(Se essa mesma cena – qualquer uma que represente perigo – acontecesse com um velhinho que tbm ignora os perigos? Valeria uma palmada na mão de um velhinho/velhinha/pai/mãe???)
Encerro a minha participação por aqui nesse blog. Espero que, não encontrando respostas para as minhas perguntas, todos comecem a refletir e percebam que é tudo mesmo uma questão cultural, desgraçada herança cultural!
Frase linda na educação de filhos: “Dizer SIM sempre que possível e dizer NÃO quando necessário!”
16 dezembro 2011
Que ótimo exemplo do seu filho Andréia! Meus sinceros parabéns!!
Infelizmente existirão exceções no mundo para quem essas e outras estratégias não funcionarão. Repito para não deixar dúvidas EXCEÇÕES. E como já foi escrito anteriormente aqui, o uso da palmada (educativa e com amor, apesar de alguns não saberem oq isso significa) só é defendido aqui para casos de EXCEÇÃO!
Repito aqui a orientação do Espírito de Deus: “A mãe pode perguntar: “Nunca deverei castigar meu filho?” A vara pode ser necessária quando falharam outros recursos; contudo não deve fazer uso dela se for possível evitar. Mas, se medidas mais brandas se mostrarem insuficientes, deve administrar-se com amor o castigo que levará a criança à compreensão de seus deveres. Freqüentemente um só destes corretivos será suficiente para mostrar por toda a vida que não está observando a disciplina.” Conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 116.
Eu não discuto com Deus. Eu não discuto com a Bíblia e nem com o Espírito de Profecia. Quando eu não compreendo o que Deus está querendo com aquilo, eu oro, peço ajuda a Ele para compreender, mas não rejeito uma mensagem dEle só porque não concordo.
Essa semana foi aprovada a lei da palmada. O Estado ganha maior poder dentro das famílias. A partir de agora ele determina ainda mais como os pais devem proceder na educação. Em breve ele determinará que dia da semana deve ser guardado. Novamente as pessoas se encherão de razão e argumentos para ir contra a palavra de Deus e contra aqueles que a observam.
A questão abordada nesse post vai muito além de Direitos Humanos, ECA, Projetos de Lei e qualquer psicologia (q a propósito posso dizer que entendo minimamente bem)… a questão aqui é espiritual, e sinto que vc em momento nenhum compreendeu isso. A questão é rejeitar ou não orientações divinas. É achar-se no direito de dizer que Deus estava errado quando deixou orientação através da Bíblia e escritos proféticos de que haverá casos em que a palmada poderá se fazer necessária. Essa é a grande questão!!!
Repito, agora com as palavras bíblicas: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 1 Coríntios 2:14. É aparentemente muito bonito e adimirável defender a proibição da palmada. Mas tem muita coisa com cara de bonito que pra existir precisa dar uma pequena modificada nas orientações divinas. Nada que contradiga a Palavra de Deus é admissível! Nada que possa dizer: “Deus estava enganado” ou “A Bíblia errou nesse aspecto” deve ser admitido por quem se diz cristão.
A discussão aqui se estendeu muito, e durante todo esse tempo, percebi q no afã de defender a “bonita luta contra a violência” as pessoas se esqueceram de discernir espiritualmente o que estava sendo tratado aqui.
Em breve esse afã todo será contra os guardadores do sábado! Aguardo esse dia, pois quando Ele chegar, meu Senhor estará beeeeeemmmm pertinho de levar Seu povo fiel para o céu!
16 dezembro 2011
LEI DA PALMADA.
Ao que parece estamos caminhado para uma vitoriosa e indiscutível forma de “educar nossos filhos e crianças”. Que é a de proteger, por decreto-lei, os indefesos em relação aos pais que as querem educar através de agressões, ditaduras e forças físicas.
Num passado poderíamos até compreender tais agressões como instrumento de correção e doutrina, isso em razão de não existir informação inerente para aqueles que só encontravam nas palmadas, castigos severos e psicológicos uma forma equivocada de passar bons ensinamentos e comportamentos pessoais e sociais.
Porém, nos dias de hoje essas informações e formações jorram por todas as mídias em um imenso manancial de conhecimentos quantitativos e qualitativos.
Até por que se “palmadas de amor” educassem sem efeitos colaterais e nocivos, não haveriam lágrimas daqueles que as recebem.
Pois, quando um pai ou mãe opta pela agressão, esta – subtextualmente – agredindo sua própria ausência de sensibilidade e incompetência de amar, verdadeiramente, seu filho (s).
Uma reflexão aos pais que acreditam na imposição da violência…
“Se teu filho nascesse sem os braços ou as pernas, você agiria dessa maneira, ainda sim”?
Cecél Garcia
17 dezembro 2011
Suas palavras, Karyne M. Lira Correia: “Freqüentemente um só destes corretivos será suficiente para mostrar por toda a vida que não está observando a disciplina.”
Gostaria de pedir às mamães e papais defensores da palmada que lessem com bastante atenção essa minha história, ok? Gostaria de agradecer tbm à dona desse espaço pela aceitação dos meus comentários. Q Deus nos abençoe!
Com carinho [:)]
Andreia Mascarenhas
(Um pouco da minha história como mãe):
Eu sou mãe de dois filhos. Um tem 8 anos e o outro fará 2 no próximo dia 22.
Quando tinha apenas um filho, eu não achava tão difícil educar, mesmo assim não fugia das palmadas e dos gritos. Foi assim q eu aprendi… não entendia nada das fases e da sensibilidade de uma criança…
Quando engravidei de meu segundo filho, logo q a minha barriga começou a crescer, meu filhote foi ficando muito rebelde, desobediente e agressivo. As palmadinhas foram dando espaço às palmadas e tão logo elas perderam a força, vieram os tapões… É claro q meu filho desobediente, na hora em que recebia a palmada/o tapa parava o q fazia e atendia logo a mim e ao pai… Eu dialogava com ele, mas parecia q os diálogos não faziam efeito…
Meu filho ficou mais difícil ainda quando o irmão nasceu
Um dia, as palmadas e tapas não mais faziam seu ‘papel’ bem feito, daí eu apelei para a sandália, meu filho passou a receber sandália no bumbum e nas pernas quando aprontava em casa ou fora dela… Ele foi ficando pior ainda e as agressões foram ficando mais frequentes e mais fortes.
Daí após algum tempo a sandália não mais resolvia também. Meu marido, muito chateado, querendo que ele obedecesse a todo custo, e perdendo totalmente a tolerância com ele, pegou um outro objeto e afirmou: “Sua mãe não sabe te bater, por isso é que vc é assim. Vc tem que tomar uma surra de cinto.”
Eu fiquei perdida, não sabia bem se permitia, eu queria mesmo q ele aprendesse a obedecer de verdade. Acontecesse que quando eu vi o cinto na mão dele, passaram-se na minha mente muitas lembranças de quando eu era criança. Lembrava da palmada, do tapa, da sandália, da vara e do cinto. Eu lembrei naquele momento da dor, da tristeza, de como me sentia desumanizada e agredida quando minha mãe me batia, ainda que dizia: “Te bato porque te amo, te bato pra vc aprender, pra vc ser uma pessoa de bem…” (ai, gente que dor, estou chorando, tenho vontade de parar, mas vou continuar relatando, quem sabe esse testemunho serve para alguma coisa…) Diante de tantas lembranças, nada agradáveis, eu fiquei desesperada e impedi que ele o tocasse.
Daí quando passou a fúria de meu marido, chamei meu filho para conversar e ele disse que queria mesmo era morrer! Eu não consegui contê-lo. Allec gritava e chorava soluçando. Nunca me esqueço dessa cena, nunca………. Ele tinha apenas SEIS anos e falou como um adolescente naquele momento, no seu coração tinha muita revolta!
Perdida e sem saber o que fazer, comecei a procurar ajuda na internet, a ler textos que falam sobre educação de filhos, porque eu me sentia triste e impotente diante daquela situação e queria muito, muito mesmo q ele mudasse de comportamento.
Encontrei a comunidade Pediatria Radical. Quando li que as mães lá educavam sem palmadas eu fiquei me perguntando como isso era possível. Mas eu já sabia que elas NÃO FUNCIONAVAM. Quando a criança é pequena ela sempre vai “funcionar”, mas ao passo que ela cresce, a força vai crescendo também. Talvez naquele dia, se eu permitisse uma surra de cinto em meu filho, ele parasse de desobedecer por uns dias, mas logo teria q tomar outra e depois outra e outras mais, sempre mais fortes – e eu era testemunha disso!
Bem, lá na comunidade algumas mães me orientaram de como eu poderia dar limites ao meu filho, fazê-lo obedecer e ser mais feliz. Veja bem: Meu filho recebia palmadas, depois outros castigos, mas CONTINUAVA SEM LIMITES!
(Esse relato envolveria também algumas outras experiências, mas vou resumir para não cansar tanto os leitores. Vamos para o final………….)
Eu, depois de entender os males que causava ao meu filho, com o uso da força física, JUREI QUE nunca mais minhas mãos o tocariam, senão para abraçá-lo e fazê-lo feliz. Aprendi MUITAS OUTRAS FORMAS DE EDUCAR E DAR LIMITES SEM DOR E SEM TRAUMAS. Parece que eu tinha renascido como mãe naquele momento… comecei a fazer tudo diferente, tudo mesmo. Entrou o diálogo, a atenção, a brincadeira juntos…
Quando ele desobedecia (e como desobedecia, pois ele não sabia obedecer com palavras apenas!) eu conversava e contava até 10, saía, tomava uma água, respirava fundo… Eu fui aprendendo a ter paciência, foi um treino incansável… Algumas vezes, pelo hábito, escapulia a palmada e o grito… Mas eu sempre reafirmava o meu objetivo.
Bem, as coisas começaram a dar certo. Pelo menos ele estava mais calmo e menos agressivo, embora muito desobediente ainda.
Acontece que meu marido não queria aceitar criar um filho sem palmadas e sem gritos. Ele dizia: “Se eu não bater em meu filho hoje, a polícia bate amanhã…” – MORRO DE RAIVA DESSA FRASE! Ela me incomodou muito, tirava-me a paz! Como meu marido não aceitava, eu fiz uma pesquisa e desmistifiquei essa frase. Vi que 70% das pessoas que já tinham apanhado da polícia, pela conduta ruim, eram vítimas dos castigos físicos na infância. Percebi que inventaram essa frase pra justificar a violência contra crianças. Meu marido ficou meio confuso com o resultado (era o começo da mudança). Mas ele era muito resistente à mudança, muito mesmo!
Eu fui incansável, às vezes perdia a tolerância e brigávamos até… foi muito difícil. Até q um dia eu o convenci a assistir uma palestra sobre o tema e ele foi. Voltou bem reflexivo, disposto a mudar, mas ainda assim foi difícil. O primeiro passo estava dado, ele já entendia q era possível educar sem o uso de violência/força.
Mas o hábito traz reações horríveis. Ele não queria mais dar palmadas e gritos, mas quando via já tinha dado. Eu ficava triste demais, nervosa, brigava pra caramba com ele, por ver meu filho passando dor desnecessária. Foi difícil. Meu casamento andava em crise nessa época e eu QUASE me separo depois da minha decisão de não aceitar violência na minha casa…
Meu filho estava cada vez mais difícil, não atendia apenas com palavras, ele NÃO SABIA obedecer/atender ordens e pedidos de verdade. Só fazia se fosse com palmadas ou ameaças…
Daí um dia tivemos uma conversa (eu e meu marido) e eu pedi para ele que desse um mês para mim e o filhote. Seria um mês sem palmadas e sem gritos. Eu o deixaria descansar da educação do filho, ele deveria ficar meio à parte e apenas nos observar…
Eu pedi q se ele percebesse q ia gritar ou levantar a mão q saísse de perto e deixasse q eu resolvia, sem q o garoto percebesse o porquê. Os dias foram se passando, eram nossas primeiras semanas sem nenhuma palmada. Allec q estava agressivo, teimoso, nervoso, na segunda semana foi ficando mais calmo, até na escola, de onde eu recebia muitos recados que me entristeciam.
Quando completou um mês, pudemos observar uma PEQUENA mudança. Allec era mais tranquilo, mais obediente, mais feliz. Abolimos de vez as palmadas, os gritos e as ameaças. Com muita determinação ele conseguiu, embora vez ou outra escapulia a palmada. Hoje não mais existe nenhuma atitude desse tipo. Agora ele é tão contra que fica se perguntando como ele erguia a mão para o filho, às vezes ele nega pra ele mesmo q fez isso um dia, de tanto remorso que sente e de tão ridículo q ele acha.
Bem, são QUASE DOIS ANOS sem palmadas, sem o uso da força física na minha casa. De vez em quando ainda sai o grito, mas ainda aprenderemos a nos conter melhor, é um aprendizado, é passo a passo, é um processo demorado mesmo…
Aprendemos a educar de verdade, com diálogo, atenção, impondo limites através do sim e do não sempre dados na hora certa. Se o meu filho, mesmo depois de ouvir o ‘não’ tiver dificuldade de aceitá-lo, pode chorar à vontade. Depois q ele se acalma conversamos com ele e os resultados são muito bons.
Cada vez mais ele aprende a obedecer e, mais importante que obedecer são os valores que ele assimila a cada dia e a percepção clara de seus limites. Ele sabe muita coisa, muita coisa que muitos adultos não sabem: compartilhar, ajudar a levantar alguém que caiu (tem adulto q rir, né?), odeia a violência, NUNCA MAIS agrediu ninguém. É carinhoso, meigo e feliz.
Ainda dá muito trabalho, como toda criança curiosa e cheia de energia. Uma coisa muito importante que observo nele é que aprendeu a argumentar. Ele não obedece a tudo não. Primeiro ele tenta entender porque deve fazer isso ou aquilo. Preciso de muita paciência ainda pra ouvir as suas insistências, sejam elas inteligentes ou não. Mas eu gosto disso, afinal o mundo está muito mal, já pensou se ele aprende a obedecer a tudo, sem questionar?
Às vezes quando está muito difícil, eu o coloco pensando, não precisa nem usar a palavra castigo. Ele pensa e percebe em que errou, em que atitude precisa mudar, pede desculpas, conserta o erro… aprende como resolver seus próprios problemas…
O bebê vai fazer dois anos e nunca levou uma palmada, também é um menino adorável. É cheio de energia e haja paciência e atenção! rs. A cada dia aprende um pouco a livrar-se dos perigos, vai ganhando independência e é uma criança muito feliz.
Hoje eles estavam agitados pra caramba. Peguei vasos tinta e pincéis e fomos à área dos fundos cada um inventar a sua própria arte. Ficaram tranquilos, pintaram o sete e o oito e a tarde foi muito agradável.[:)]
Quando eles têm choram de birra ou ficam nervosos (e nós adultos muitas vezes também ficamos, não?) eu os abraço forte e falo bem baixinho, com muito carinho e logo, logo a birra vai passando…
São muitas as formas de educar sem palmadas, sem gritos e sem traumas. Vamos experimentá-las?
18 dezembro 2011
Jesus via as crianças próximas de Deus e pedia amor, jamais castigo.
18 dezembro 2011
Os verdadeiros estudiosos da Bíblia entendem que, quando se fala em vara e em bastão, significa mostrar o caminho, assim como o pastor mostra seu bastão para as ovelhas.
Portanto, cabem aos pais mostrar o caminho. Se a criança está chorando/birrenta, mostrar como se acalmar, se a criança está com sono, ajudá-la a dormir, etc.
Jesus sempre demonstrou afeto pelas crianças e assim orientou que fizéssemos. Deus jamais admitiria uma agressão contra um ser indefeso. Quem dá palmada numa criança agride a Deus.
20 dezembro 2011
Lei contra a punição física: Uma palavra aos cristãos que valorizam a Bíblia como orientação para a vida
A lei contra castigos físicos aprovada pela Câmara dos Deputados nesta semana tem provocado um intenso debate em muitos setores da sociedade. De maneira especial, o tema vem sendo negativamente repercutido entre alguns grupos cristãos, pois a lei estaria indo de encontro à orientação biblica no que se refere à educação infantil.
Os principais argumentos utilizados por alguns cristãos e líderes religiosos para criticar a lei estão baseados principalmente em textos do Antigo Testamento, em especial o livro de Provérbios, que cita várias vezes o uso da “vara” como medida educativa, dando a entender que bater nos filhos tem o aval divino.
O problema é que qualquer texto bíblico deve ser analisado à luz de seu contexto histórico, cultural e social. A tradição teológica contextual nos alerta para o risco de adotar interpretações legalistas e desconectadas de seu contexto imediato. Por esta razão encontramos muitas leis no Antigo Testamento que não são cumpridas hoje, pois sabe-se que tais leis faziam sentido apenas naquele momento, para aquela sociedade.
Exemplos? sacerdotes não podiam raspar a cabeça nem aparar as pontas da barba. Pessoas com deficiência física que não podiam oferecer sacrifícios a Deus por serem consideradas “defeituosas”. Comer carne de porco era proibido, assim como frutos do mar. Homens podiam vender suas filhas como escravas, mulheres não podiam pedir divórcio, e em caso de adultério seriam apedrejadas até a morte.
Enfim, eram leis que hoje aos nossos olhos são vistas como estranhas ou sinais de barbárie, mas estavam simplesmente de acordo com a mentalidade daquele tempo. Nesse contexto, usar uma vara para “corrigir” uma criança era tão aceitável quanto bater num escravo ou apedrejar uma mulher adúltera.
É este tipo de análise contextual que faz com que os cristãos de hoje não saiam por aí apedrejando mulheres, açoitando empregados, ou abstendo-se de um delicioso prato de frutos do mar.
Portanto, se cremos que o uso da vara vale para hoje porque é mandamento divino, também temos que lutar pela volta de práticas como tortura, açoites e apedrejamentos.
Além disso, ver a aplicação de castigo físico a uma criança como sendo lei de Deus é desconsiderar o principal salto teológico da cristandade: o advento de Cristo. O nascimento de Jesus foi o marco que instituiu uma nova época, uma Nova Aliança, um Novo Testamento. Uma nova mentalidade, em que a lei dura e severa é substituída pela Graça de Deus, sobre cuja compreensão traz profundas transformações na maneira de se relacionar com Deus, com o próximo, com a humanidade e com a natureza. Um novo tempo não mais regido exclusivamente pela Lei, mas pela Graça. Não mais pelo castigo, mas pelo amor.
Neste Novo Testamento, as relações familiares e sociais não são mais estabelecidas a partir de um viés de violência, mas sim de um referencial de amor e respeito mútuo. Não se fala mais em “vara da disciplina”, mas na disciplina do amor.
“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 4:4)
“Disciplina” não é sinônimo de “punição física”. Há muitas maneiras de se disciplinar uma criança sem erguer uma vara, um chinelo ou uma mão sobre ela. “Dar limites” não é sinônimo de “bater”.
Negar-se a usar a política da palmada não é de maneira alguma negar-se a educar, a disciplinar ou a impor limites tão necessários na formação da criança. Nem tampouco é colocar em risco a posição de autoridade parental. É, ao contrário, a tentativa de constituir uma configuração relacional que seja diferente do modo vigente em nosso mundo já tão repleto de maus tratos, opressão e injustiça. É principalmente uma forma de “não se conformar com este século, mas transformar-se pela renovação da nossa mente” (Romanos 12:2).
Os cristãos que se orientam pelas Sagradas Escrituras possuem um genuíno desejo de serem diferentes do mundo que aí está. Precisamos, portanto, lembrar que bater nos filhos é igualar-se a este mundo, pois a cultura da palmada ainda continua a ser o padrão secular na educação infantil. Usar a punição física nos coloca na mesma fôrma social que tanto criticamos.
É fácil? Não, não é nada fácil.
Certamente o caminho alternativo do amor é muito mais difícil, exige dos pais muito mais tempo, paciência, sabedoria, auto-controle, e especialmente o exercício de seus próprios limites para não “perder as estribeiras”. Afinal, como um pai pode ensinar limites a um filho, se ele mesmo não consegue controlar os seus próprios limites no momento da fúria?
Eu não tenho dúvidas de que seria muito interessante se a comunidade cristã, em especial a evangélica, à qual também pertenço, pudesse se deslocar de uma interpretação literal e legalista do Antigo Testamento e despertar-se para esta realidade da Nova Aliança trazida por Cristo, e pudesse finalmente conhecer o que realmente acontece quando uma criança do nosso tempo recebe uma punição física, e quais são os efeitos sobre ela.
Certamente compreenderíamos muito melhor o que o apóstolo Paulo quer dizer quando nos desafia a não provocar em nossos filhos a ira, o medo, a angústia ou qualquer outro sentimento negativo que causa tantos danos à identidade de nossas crianças.
Que Deus nos ajude a sermos pais que vivem sob a Graça do Novo Testamento.
Esse texto foi retirado do site, BlogPsico Jd e escrito por João David Cavalazzi Mendonça.
20 dezembro 2011
Depois de ler todo o debate. Preciso fazer algumas observações.
Karyne M. Lira Correia.
(Quem condenaria uma mãe que após ter tentado de tudo, inclusive após ter buscado a ajuda do Estado, aplica chineladas em um filho viciado em crack que insiste em sair de casa para se drogar? Esse é o desespero de uma mãe que já tentou de tudo!)
Com certeza uma chinelada vai resolver todo o problema!E o rapaz VICIADO vai ficar em casa. Acho que você não conhece dependentes químicos de verdade! Se essa mãe esta mesmo desesperada, estaria procurando uma clinica pra internar o filho doente!
Mais uma.
(Ontem, enquanto estava no aeroporto aguardando o vôo para Joinville, vi uma cena irônica!! Um garoto de aproximadamente 5 anos, fazendo pirraça, gritando com o pai, e BATENDO nele. Olha que ótimo, o pai só pode falar com o filho, porque é isso que a lei permite, mas o garoto podia bater no pai, sem haver penalidade civil alguma.)
Quer mesmo que exista alguma PENALIDADE civil pra criança? E outra o pai pode sim fazer outras coisas além de FALAR.
E não sei se vc tem filhos?? Mas a criança poderia estar cansada, com fome, sabe se la da onde estava vindo, qts horas já estava viajando. Se estava com sono. (criança com sono fica terrível) Ou talvez estava mesmo é ENTEDIADA. Pois é criança fica sim entendiada, já que não é múmia nem estátua pra ficar sentadinho, comportado ao lado do pai. Ai se vale do pai e da mãe, conhecer as necessidades dos filhos. Estar armado e preparado pra essas situações “estressantes” – se até pra mim ficar esperando voo em aeroporto imagina pra uma criança cheia de energia – como, tendo um livro, um game, um brinquedinho, uma bolachinha, dai vai do pai conhecer os gostos da criança.
Pode nos dar um exemplo de um momento em que a palmada seria necessária?
Surra é agressão?
Se uma criança maior de uns 10, 12 anos desobedece,e já se esgotou todas as classes de disciplina. O que se faz palmada ou surra?
21 dezembro 2011
Eu, como adventista, fico muito chateada em saber que gente do nosso meio apoia a palmada educativa. Deveríamos ser nos os defensores.
Acho interessante falar assim.. Se vc ficou com traumas é pq sua mãe nao fez direito. Em suma foi isso que eu entendi!!
(Sua mãe dizer q te batia por amor não significa q ela fazia oq estamos dizendo aqui)
(Nunca levanteis a mão para lhes dar um tapa, a não ser que possais, com clara consciência, curvar-vos diante de Deus e pedir sua benção sobre a correção que estais prestes a dar. Incentivai o amor no coração de vossos filhos. Apresentai-lhes motivos elevados e corretos para o domínio próprio. Não lhes deis a impressão de que se devem submeter ao governo porque essa é a vossa vontade arbitrária, porque são fracos e vós sois fortes, porque vós por que vós sois o pai e eles os filhos. Se desejardes arruinar a vossa família, continuai a governar pela força bruta, e certamente tereis êxito.” Testimonies, Vol. 2, Pág. 259 e 260.)
Eu apanhei muito quando criança. Minha mãe adventista como eu, sempre achou que estava fazendo o certo, eu acredito que ela tenha a consciência limpa nessa questão. Pq ela fazia tudo certinho de acordo com Ellen White dizia. Ela explicava por que a gente tava apanhando e tal, conversava. Depois no culto vespertino ou do dia seguinte, orava conosco pra Deus nos ajudar a obedecer. Ela tinha toda uma metologia.
E embora HOJE nunca falamos tão abertamente do assunto.
Eu compreendo que ela nao teve os meios que eu tive de aprender que Palmada nao educa.
Mas todo aquela metodologia dela.. falhou.. Eu obedecia e fazia as coisas certas por puro medo. Medo dela descobrir, medo de apanhar depois. Eu as vezes nem sabia pq eu não podia fazer tal coisa, simplesmente não fazia por medo…VIXI se ela descobrisse uma arte – hahahah E olha que eu não fazia arte que nem hoje, era coisa inocente e boba de criança mesmo – Mas me dava frio na barriga pq eu sabia o que viria depois, eu sabia que apanharia.
Na mente da minha mãe, todas as outras técnicas disciplinares já tinham sido usada. Na mente dela era a hora da correção através da vara.
Mas tudo aquilo me marcou, tudo aquilo me machucou, Eu jamais quero que meus filhos sintam o frio na barriga que eu sentia na hora que iria levar a “palmadinha educativa”. Eu nao quero que meus filhos me obedeçam pq tem medo de mim.
Eu amo demais minha mae, temos uma relação muito linda, mas eu obedecia muito por medo.
Existem pessoas que apanharam e agradecem a mae por isso.
Existem pessoas que carregam lembranças dolorosas desses momentos.
Eu me encaixo nessa segunda categoria.
Como não dá pra prever o futuro. Eu não quero correr o risco de meus filhos carregarem alguma lembrança dessas.
Eu posso fazer tudo certo. Posso orar pra Deus. Posso pedir orientação, posso ler os livros de Ellen White. (minha mãe fazia isso) e ainda assim pode dar errado. Pode dar tudo errado!
Claro que vc vai dizer. Sua mãe dizer que te batia por amor nao quer dizer que ela estava fazendo assim.
Olha eu conhecendo minha mãe, minha mãe é a pessoa mais doce, pura e boa que eu conheço, e tem um relacionamento com Deus impressionante, é uma mulher guerreira de fibra, tenho muita admiração por ela. E tenho certeza absoluta de que ela batia sim por amor. No coração dela era por amor.
Então não tem como saber
Só sei que Eu não consigo imaginar o Jesus que eu conheço, O Jesus que eu vivo, dando uma palmadinha Educativa numa criança pra ela não por a mão na chaleira quente, ou na tomada (já inventaram protetor de tomada né) O Jesus que eu conheço, tiraria aquela criança com amor daquele lugar. Mil vezes se fosse preciso. DO mesmo jeito que o bom pastor pega a ovelha desgarrada no colo, e com muito amor. Ele deveria estar bravo, ficou horas procurando a ovelha perdida. Poderia bem dar umas varadas nela pra ela aprender que nao pode se desviar do rebanho e tal..mas ele não, com muito amor, pega ela no colo!
É tão obvio.
P.S.:Eu sei que a parábola da ovelha perdida, tem outro significado. Só quis cita-la, pela quantidade de amor que é passada. A mesma quantidade de um pai por um filho. A mesma quantidade de amor que eu sinto quando imagino Deus cuidando de nós.
21 dezembro 2011
Voltando ao exemplo do viciado em Crack.
Me desculpe mas eu nao me conformo com esse exemplo.
(Quem condenaria uma mãe que após ter tentado de tudo,)Esse tudo inclui o que???
(Aplica chineladas em um filho viciado em crack que insiste em sair de casa para se drogar?)Qts anos tem o filho? Será que é criança ainda? Se enquadra na lei é adolescente pelo menos? Mais uma vez, sério mesmo que você acha que dando umas chineladas o filho ficou em casa SENDO viciado? Sério mesmo que você acha que dando chineladas resolveu o problema?
Afinal as “chineladas” ou palmadas educativas são pra que? Resolver o problema ou pra aliviar o desespero da mãe. Partindo do obvio de que não resolveu o problema nesse caso. Pra que aconteceu a chinelada?
(Esse é o desespero de uma mãe que já tentou de tudo!) Aqui está o ponto da questão que eu quero chegar.
Essa palavra aqui DESESPERO. Ué perai.. não é contradição não? Quem é a favor da palmada sempre diz que não é num momento de desespero, que a pessoa precisa estar calma. Eu acho que uma mãe desesperada não deveria bater no filho não. Uma pessoa desesperada faz coisas que em um momento de lucidez jamais faria.
E mais um detalhe. No próprio texto que vc pegou da Ellen White.
Se desejardes arruinar a vossa família, continuai a governar pela força bruta, e certamente tereis êxito.
No meu entendimento bater de chinelo em alguém é usar força Bruta.
Peço desculpas por ser tão insistente nesse exemplo. Pq Acredito que não se aplica a lei. Não se aplica a questão. E não tem nada a ver com palmadas Educativas.
Nesse exemplo, o problema é muito mais profundo.
Traga um exemplo Real, de um verdadeiro momento em que as palmadas educativas são necessárias.
22 dezembro 2011
Queridas leitoras, é um pouco difícil acreditar que vocês leram realmente tudo o que foi escrito anteriormente, mas se vocês o fizeram só posso dizer uma coisa:
Se vocês não concordam com o uso da palmada, questione ao Deus que deu sabedoria a Salomão e orientou Ellen White quanto ao que escrever.
Quando uma orientação é divina, entendo que não cabe a mim passar meses explicando o que Deus quis dizer, pois há pessoas que só entenderão no dia que permitirem ao próprio Deus explicar! Então, aconselho que busquem a Deus em humildade de coração e permita que Ele fale claramente aos seus ouvidos o que as passagens apresentadas aqui significam!!
Um feliz e abençoado Natal a todos! =)
24 dezembro 2011
Quando falta argumento é assim mesmo q as discussões terminam… Felizes e inteligentes os que conseguem compreender e mudar de atitude. Quando eu era a favor das palmadas eu tbm não via outras alternativas. É uma questão de querer mudar, querer pela felicidade dos filhos, querer por admitir q precisam tratar o outro da forma como queremos ser tratados: com amor e repeito!
É impossível não encontrar alternativas para educar sem castigos físicos! Mas isso só se consegue com paciência, respeito e sabedoria!
Eu passei meses de oração antes de desenvolver o projeto Mâos e FIlhos, quando parti para as palestras, orientando aos pais sobre uma educação com limites, amor, sem dor e sem humilhações. E eu confesso, que a ‘vara’ da Bíblia me fazia recuar toda vez q pensava em levar meu projeto à frente… Até q tive as minhas orações respondidas e a minha mente foi aberta para compreender o tema.
Conversei com vários pastores, no mundo real e virtual. Uns eram a favor das palmadas/varas e outros não; uns me pediram um tempo para estudar sobre isso e conseguiram compreender que não há lógica na vara literal, outros mudaram de pensamento após as nossas discussões e confessaram q nunca tinham estudado a fundo esse tema…
Lamentável tanta resistência, lamentável!
Feliz Natal! Nunca é tarde para refletir e mudar!
30 dezembro 2011
Lamento o modo abrupto como o Estado está tentando tomar para sí uma responsabilidade da qual ele não entende:GUIAR A FAMILIA. Que eu diria está sendo o inicio da destruição da mesma. O ESTADO NÃO TEM E NUNCA TERÁ CONDIÇÕES, AFETIVAS PARA LIDAR COM A FAMILIA. Lamento o tão grande numero de Deputados que se dizem evangélicos, e não são, votarem para a aprovação desta vergonha. Os senhores são na realidade mercenarios de paletó, pois conhecem a verdade, sabem que por trás de tudo isso está Satanas, e mesmo assim contribuem a expansão do reino dele. Espero que Deus lhes pague com a devida recompensa. OS SENHORES ERRARAM, E FEIO.
Pr.Clésio Vieira.
3 janeiro 2012
Andréia, sinto muito se você entende minha última resposta como falta de argumento. Felizmente não é o meu papel convencer você, nem ninguém, do pecado da justiça e do juízo. A Palavra de Deus é clara em dizer que esse papel é do Espírito Santo.
Se a Bíblia e o Espírito de Profecia nos ensinam algo sobre educação e correção de crianças, quem sou eu ou quem é você para dizer que está errado? Você pode continuar argumentando que o termo “vara” na Bíblia não deve ser entendido literalmente. Uma afirmação dessas deve estar embasada em um estudo teológico profundo o qual você não apresentou. Mas, mesmo assim, vc pode permanecer sustentando esse argumento.
Contudo irmã, quando se trata dos escritos de EGW, os argumento de uma “vara simbólica” não podem ser sustentados.
De todo modo, continuo concordando com vc de que é possível educar sem dar palmada. Mas não posso de modo algum, querida, concordar de que em nenhum caso isso poderá vir a ser necessário. O Espírito de Profecia nos ensina isso claramente. Entender o que Deus revelou é trabalho de cada um individualmente.
Tenha um 2012 muito feliz irmã! A paz do Senhor Jesus Cristo esteja com sua família!
3 janeiro 2012
Isso!!!!!!!!!!
“É possível educar sem dar palmada”
26 janeiro 2012
olá pessoal estou muito interessada neste assunto…estou lendo atentamente os comentarios aqui…apesar de suas descordias,todos interessantíssimos!!!