Quando eu aprendi a orar

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Foi há 10 anos atrás.

2006 é o ano que tenho marcado em minha mente, de forma especial, como o ano em que comecei a aprender o que é viver uma vida de oração e dependência consciente de Deus. Digo consciente, porque somos dependentes de Deus, querendo ou não. É graças às suas misericórdias que estamos vivos. Mas há uma dependência consciente, escolhida, voluntária, que podemos exercer.

Pedindo a Deus um homem segundo o Seu coração

Até 2006 eu havia namorado bons rapazes, pessoas legais, mas que não eram compatíveis comigo. No último relacionamento que eu havia tido, o desgaste emocional havia sido tanto, que eu havia dito a mim mesma que ficaria bons anos sem me envolver com ninguém. Isto foi em 2005. Mas cerca de um ano havia se passado, e eu desejava encontrar alguém especial. Até então, eu havia feito minhas próprias escolhas, seguindo meus próprios critérios.

Como se não bastasse, 2006 estava sendo um ano ruim para mim, espiritualmente falando. Eu havia feito amizades e me envolvido em atividades na universidade que fizeram com que minha relação com a igreja esfriasse. Apesar de as pessoas não perceberem, pois eu permanecia muito ativa em minha igreja local, eu conhecia muito bem as decepções e o desanimo que tomavam conta de mim para as atividades que eu executava lá. Isto me fez sentir mais necessidade de alguém. Não um alguém qualquer, mas um homem segundo o coração de Deus.

Numa certa tarde, enquanto esses sentimentos me machucavam, fiz uma oração muito sincera a Deus. Tão sincera, que creio que tenha sido até injusta e tenha faltado o respeito com Ele. Mas falei tudo o que se passava em minha mente e em meu coração, e ao final pedi que Ele escolhesse alguém para ser o homem com quem eu deveria viver toda a minha vida. Comprometi-me a não aceitar namorar nenhum outro, a não ser aquele que Deus apontasse como sendo o Seu escolhido. Pedi a Ele um sinal para que eu soubesse, e então minha mente e meu coração puderam descansar.

Esta oração foi feita em meados de Julho. Em Outubro, conheci pela internet um rapaz. Ele havia encontrado meu perfil no Orkut através de uma comunidade de jovens adventistas. No dia 14 nos falamos pela primeira vez, pelo Orkut mesmo. Depois começamos a nos comunicar pelo MSN. Ficamos amigos. E no dia 1º de Novembro, por telefone, ele pediu para namorar comigo. Neste mesmo momento, Deus respondeu ao sinal que eu havia pedido, e então eu disse “SIM”.

Nunca havíamos nos visto pessoalmente, nos falávamos a pouco mais que duas semanas, mas O Senhor disse “é este”, e eu dei um passo de fé! Hoje, sou uma mulher completamente feliz em meu casamento. Deus escolheu para mim um homem verdadeiramente cristão, dedicado às coisas eternas, inteligente e prudente. E quem nos conhece, sabe o quanto nos amamos e vivemos felizes o plano de Deus para nós!

Desde que tive esta experiência com Deus, minha vida mudou, e a oração passou a ser o meio oficial através do qual eu tomo minhas decisões e resolvo meus problemas.

Uma oração não respondida a meu gosto

É claro que de lá para cá, Deus me disse alguns “Nãos”, enquanto me ensinava Sua vontade para mim. Lembro-me de um “Não” bem significativo. Era o ano de 2009. Eu já estava casada, e agora me preparava para minha formatura. Foi quando tive a triste notícia de que a colação de grau seria na sexta à noite (sábado).

Eu havia aprendido a confiar em Deus, e comecei a pedir intervenção divina. Estava tão confiante de que Deus me responderia, que este assunto não me afligia. Eu não tinha dúvida alguma que O Senhor proveria meios para mudar o dia da colação. Mas o tempo passava, e nada mudava. Eu comecei a pensar que Deus estava provando minha fé, e que agiria no último segundo. Este pensamento me deixava muito tranquila.

Contudo, o último segundo chegou, e Deus não agiu como eu esperava. Eu tenho certeza de que Ele estava provando minha fé, mas a prova teve um final diferente do que eu imaginei. Ali entendi que nem tudo o que parecia ser bom para mim era bom aos olhos de Deus. Ainda não compreendo por qual motivo Deus escolheu que eu ficasse de fora da formatura. Eu sonhava em pegar o diploma, erguer ao céu e agradecer publicamente ao meu Deus. Sonhava em tornar aquele um momento de testemunho acerca da fé que eu tinha em meu Salvador e Senhor. Talvez, no céu eu descubra que meu testemunho foi maior pela minha ausência do que seria pela minha presença.

Uma oração respondida contra minha vontade

Como se não bastasse a experiência acerca do dia da formatura, Deus me permitiu ter outra experiência contra minha vontade, poucos dias depois.

Eu estava me formando, e minha mãe começou a me falar sobre  a possibilidade de fazer um mestrado. Eu não queria de forma alguma. Estava ansiosa por abrir meu consultório. Não aguentava mais ficar presa ao ambiente acadêmico. Mas, ela insistiu tanto, que eu decidi consultar a Deus sobre o assunto.

Orei a Deus de forma muito sincera e falei honestamente a Ele que eu não queria fazer o mestrado. Ele sabia o quanto eu desejava abrir o consultório com o qual sonhara desde o dia em que passei no vestibular. E eu repeti isso para Ele. Mas, como uma filha obediente que eu desejava ser, disse a Ele que, se o mestrado fosse a Sua vontade, eu o faria. Contudo, não estudaria para a prova. Ele teria que me fazer passar.

Os dias de prova chegaram, e lá estava eu, sem estudar, sem ter muita ideia do que seria requerido de mim. Ao meu redor, dezenas de pessoas almejando uma vaga. Fiz as provas, e não tive nenhuma expectativa quanto a passar. Mas passei na prova escrita. Agora era a vez de fazer a entrevista, e lá estava eu, diante de cerca de 4 professores tendo que explicar minhas inteções em fazer o mestrado. Que intenções? Eu não tinha intenções! Não sei o que respondi àqueles professores. Sei apenas que não menti. Quando saí da sala de entrevista eu não sabia nem contar como havia sido. Deus deve ter respondido por mim.

O resultado saiu, e nem à universidade eu fui para ver se havia passado ou não. Eu tinha certeza de que não passaria. Então um amigo me ligou. Ele havia passado e queria ver para mim se eu estava na lista de aprovados. Com pena do constrangimento que ele sentiria em me dizer que meu número não estava na lista, eu lhe informei o meu número de inscrição. Foi quando ele, todo feliz, me comunicou que eu havia sido aprovada. E eu não acreditei. Formatura eu não poderia ter, mas metrado eu teria que fazer!

E agora, o que eu faço com isso?

Esta era minha pergunta no início de 2012. O mestrado estava concluído, e agora, finalmente eu queria abrir meu consultório. Até então eu havia atendido pessoas gratuitamente, nos poucos horários livres que possuía durante o mestrado. Mas, agora, havia me mudado para outra cidade (e estado) e precisava começar minha vida profissional em um lugar onde eu não conhecia ninguém do universo da psicologia, e onde eu era uma completa desconhecida também.

Fiz várias tentativas frustradas de contato com profissionais psicólogos. Alguns não se deram o trabalho de ser sequer educados. Eu só queria um consultório para sublocar. Certa manhã, meu esposo saiu para trabalhar e eu fiquei fazendo meu momento devocional. Ao concluir este momento com uma oração, questionei a Deus sobre o que eu faria com aquele mestrado. Para que dois anos a mais na universidade e um título de mestre? Por que eu não conseguia nenhum lugar para trabalhar? Ao concluir a oração Deus me enviou uma resposta através de uma mensagem de twitter (você pode ler sobre esta história aqui). Ele disse que eu devia me acalmar e deixar que Ele resolvesse aquilo para mim.

Fiquei calma, comecei minhas atividades, e no mesmo dia, fui contactada por uma médica, dermatologista, que gostaria de me sublocar um consultório em sua clínica. Psicodermatologia foi o meu campo de estudo durante o mestrado. Deus não me providenciou apenas um consultório. Ele respondeu também à minha pergunta sobre o mestrado – “o que eu faço com isso?”.

Hora de decidir

Algum tempo se passou e a realidade havia mudado um pouco. Meu esposo havia saído do emprego e nós havíamos aberto uma empresa nossa, com o intuito de usarmos nossas profissões de forma mais efetiva para a obra de Deus. Eu continuava indo ao consultório duas vezes na semana. Foi quando nos vimos diante da necessidade de tomarmos uma difícil decisão.

Em um determinado dia recebi uma ligação telefônica. Era uma convocação para assumir a vaga de um concurso público que eu nem lembrava mais que havia feito quando mudamos para Joinville. Na mesma semana, Marquinhos (meu esposo) recebeu uma ligação de uma das instituições de nossa igreja, convidando-o para trabalhar lá (neste caso, teríamos que mudar de estado). E agora? Empresa aberta havia pouco tempo, uma vaga de um concurso público para mim, e um convite de trabalho na obra de Deus para ele. Como se não bastasse isso, na semana seguinte, recebi outra ligação. Um médico de uma clínica em Joinville gostaria que eu trabalhasse na clínica dele. O modelo de trabalho e visão de saúde que ele estava me apresentando era o modelo dos meus sonhos. Nesta mesma semana, Marquinhos recebeu outra ligação, de outra instituição de nossa igreja, também o convidando para trabalhar lá. Em duas semanas tínhamos 4 propostas diferentes para analisar, tínhamos a empresa que havíamos, com muita oração, aberto e eu tinha o consultório (resposta da oração que contei acima).

Colocamos aquela decisão nas mãos de Deus. Pedimos a Ele uma resposta. Nosso maior desejo era trabalhar para Ele, por isso deixamos que Ele decidisse. E Deus nos respondeu. Mudei de clínica, e Marquinhos começou a prestar serviços para a obra através de nossa própria empresa, conforme O Senhor nos orientou que devia ser.

Um milagre

Em 2012, Marquinhos e eu havíamos tentado uma gravidez. Foi bastante complicado devido ao ovário policístico que eu tinha e os sintomas que o acompanhavam. Depois de sofrermos com aquilo, decidimos que faríamos uma pausa neste sonho. Dois anos se passaram, e estávamos, novamente, decididos a tentar. Fui à minha ginecologista e a informei sobre o desejo de retomarmos nossas tentativas. Ela me informou que eu demoraria pelo menos 1 ano e meio para engravidar naturalmente, e que somente após esse período ela nos proporia alternativas de tratamento, uma vez que ela já conhecia meu histórico clínico.

Saí de lá decidida a concluir a cartela de anticoncepcionais que eu estava tomando e não tomar mais aquele medicamento. Fiz isso, e na primeira semana de dezembro de 2014 começamos nossa jornada, que incluiu tabelinha, medição diária de temperatura basal, desintoxicação orgânica por meio dos alimentos que Deus proveu para a dieta do ser humano, atividade física regular e muitas orações nas madrugadas. No dia 31/12/2014 clamei a Deus, entre lágrimas, que fizesse um milagre em meu ovário e que nos desse um bebê. Esse bebê eu queria que fosse para glória do Seu nome, e que fosse um servo de Deus, um missionário útil em Sua obra.

Dentro de alguns dias, descobrimos que o ovário estava trabalhando (algo que não ocorreu em 2012 e nem quando eu era solteira e descobri que tinha ovário policístico) em seu próprio ritmo (com um ciclo de 42 dias). Dentro de poucos meses tínhamos um exame apontando que estávamos grávidos! Os 18 meses que a médica havia me dado como tempo mínimo foram transformados por Deus em 5 meses (descobrimos que eu estava grávida em Maio de 2015). Fui à ginecologista mais uma vez, e ela ficou surpresa com a notícia.

Hoje estamos em contagem regressiva para a chegada do nosso filho, que tem nascimento previsto para o dia 24 de janeiro, mas que nascerá no tempo de Deus!

Cuidado nas pequenas coisas

Depois da notícia da gravidez, você pode imaginar que minha mente voltou-se para os preparativos para receber nosso presente em forma de gente! Uma das coisas que eu gostaria era que pudéssemos comprar móveis de madeira. Isto porque quando casamos compramos bons móveis de MDF, que já não eram muito bons 6 anos depois de casados. Por outro lado, os móveis de madeira de quando eu era criança ainda estavam em ótimo estado e em uso na casa de uma tia.

Como mordomos de Deus, entendo que não devemos prezar apenas pela estética, mas principalmente pela durabilidade da mobília que compramos. Então começamos a busca pelos tais móveis de madeira. Que coisa difícil de encontrar. Quando encontrava algo 100% em madeira, era caríssimo, e ainda teria que vir de outra cidade/estado.

Finalmente decidimos ir a uma loja de móveis de madeira no estilo provençal aqui da cidade, onde eu já havia adquirido algumas peças para nossa casa no passado. Fizemos o orçamento. Não era algo barato, mas era menos caro do que os que eu havia encontrado fora daqui. Também não era exatamente o que eu tinha em mente para o quarto do nosso filho. Na verdade, até então, nada que eu tinha visto era o que eu tinha em mente.

Algumas semanas depois, voltamos a esta loja, no início da manhã, para negociar a compra. Qual não foi a minha decepção quando no final da negociação o gerente da loja fez uma proposta desonesta ao meu pai. Meu pai, que há anos prega sobre mordomia cristã, ouviu aquilo de forma repulsiva, e desistiu da compra.

Saímos da loja, voltando à estaca zero. Meu pai foi para seus compromissos de trabalho e meu esposo e eu fomos numa outra loja para providenciarmos outras coisas que já estavam programadas. Quando eu estava nessa outra loja, recebi a ligação de uma amiga. Ela me disse que uma amiga dela estava mudando para os EUA e estava vendendo os móveis do quarto de seu bebê, entre várias outras coisas da casa (muito já havia sido vendido, inclusive). Como eu estava grávida ela lembrou de mim. Os móveis eram 100% em madeira. Pedi que ela tentasse ver com a amiga alguma foto dos móveis (pois era de Curitiba – PR, e eu moro em Joinville – SC) para que eu pudesse ver, e também que me passasse o contato da amiga. Ela estava para entrar num compromisso e ficou de fazer isso assim que estivesse livre novamente. As horas passavam, e eu não tinha retorno. Orei a Deus pedindo a Ele que se os móveis ainda estivessem à venda quando eu conseguisse entrar em contato com a amiga dela, que isto seria para mim um indicativo de que deveríamos compra-los. No final do dia ela me enviou as fotos e o contato da amiga. Os móveis eram simplesmente lindos, do jeitinho que eu havia sonhado. Agora eu precisava checar se aquelas belezuras já haviam sido vendidas. Fiz contato com a dona dos móveis, e para a nossa alegria ela ainda não havia vendido.

Entendi que Deus havia providenciado os móveis para nós. Agora, eu precisava convencer meu pai disso, pois ele queria dar os móveis como presente de avô, mas essa seria uma compra às cegas, pois não conseguiríamos ir à Curitiba para ver os móveis. Então fiz outra oração. Pedi a Deus que a dona dos móveis aceitasse que o pagamento fosse no cheque e somente no dia que recebêssemos os móveis. Ela não me conhecia, e podia facilmente recusar enviar os móveis sem receber nenhum tipo de sinal, e ainda receber um cheque de uma pessoa estranha. Mas ela aceitou prontamente.

Então falei com o meu pai e hoje o enxoval do Ben está arrumando num quartinho com os móveis que eu sonhei para ele.

Respostas após o fim de semana

Quando descobrimos a gravidez, começamos a planejar minha saída do consultório. Isto era algo que já havíamos decidido antes. Com a chegada do bebê eu ficaria um tempo atendendo apenas pela internet e trabalhando com a empresa que temos, cujo escritório fica em nossa casa.

Como sou psicóloga, chegou um momento em que parei de pegar novos pacientes, pois não seria possível concluir o tratamento deles antes do nascimento do Ben. Ao mesmo tempo, fui concluindo o trabalho com outros pacientes, o que produziu uma grande redução da minha carga horária de trabalho.

Certo dia, ao chegar no consultório o dono da clínica me chamou para uma conversa e me explicou que com uma carga horária tão reduzida eu não era mais interessante para a clínica, e que deveria procurar um outro local para encerrar os atendimentos antes do nascimento do bebê. Eu não esperava por aquilo. Era uma quinta-feira à tarde. Pedi a Deus que me desse uma solução. Minha experiência em tentar sublocar consultório era traumática, tanto que os dois lugares em que trabalhei foram providenciados por Deus.

Na sexta-feira, conversei com uma amiga psicóloga que ficou de ver com a dona do consultório que ela usava se teria algum horário que eu pudesse usar até dezembro para concluir o atendimento dos meus pacientes. Ela ficou de verificar. O sábado chegou e, para guarda-lo, eu tive que esquecer esse assunto. Assim o fiz. Na segunda-feira recebi um retorno positivo. Tinha um lugar para atender! Tudo estava resolvido!

Algo semelhante ocorreu um tempo depois, quando eu comecei a me preparar para ficar apenas com o atendimento online. Eu tinha diante de mim alguns impasses burocráticos que meu contador não estava conseguindo resolver. Aquilo já estava me incomodando, pois ele me apresentava o caso como se não houvesse solução. Novamente, acabando a semana eu recebi a notícia de que não era possível resolver as coisas da forma como eu precisava que fossem resolvidas (apesar de que pela lógica, aquilo deveria ser muito simples). O sábado chegou e eu novamente tive que engavetar aquela preocupação. Na segunda-feira pela manhã, orei a Deus pedindo uma solução. Terminei a oração, peguei o telefone, e liguei para o órgão público responsável pelo assunto que estava amarrado. Em poucos minutos eu tinha não apenas uma resposta positiva por telefone, mas também uma formalização da resposta por e-mail. Problema resolvido!

Nesses dois episódios aprendi que posso descansar no sábado, não preciso me preocupar com minhas coisas no Dia Santo. O Senhor do sábado é o mesmo Senhor que ouve minhas orações e guia minhas decisões!

Amolecendo o coração

Já escrevi bastante, eu sei. Mas, gostaria de compartilhar apenas uma experiência a mais, bem recente!

Há poucos dias meu esposo me deixou no consultório e foi resolver algumas coisas pessoais. No caminho, uma mulher colidiu com o nosso carro. Ela não percebeu a sinalização, e ainda achou que meu esposo estivesse errado. Após a polícia esclarecer que ela estava errada, meu esposo pegou os contatos dela para poder combinar algo referente ao conserto do carro, e foi resolver as coisas que precisava.

No dia seguinte, fiz contato com a moça para verificar com ela sobre como deveríamos proceder para o conserto. Nosso carro estava na garantia, e por isso gostaríamos de conserta-lo em nossa concessionária. A conversa foi difícil e terminou com ela dizendo que entrássemos na justiça para requerer o que nos era de direito, e que não acionaria o seguro. Fiquei decepcionada. Durante a próxima madrugada fiz algumas orações pedindo a Deus que amolecesse o coração daquela mulher. Por mais que estivéssemos certos, eu sei como as coisas são demoradas para a justiça humana. De manhã, meu esposo saiu para atender um cliente. Quando voltou ele me mostrou uma mensagem que aquela moça havia enviado para ele, dizendo que podíamos ir à nossa concessionária fazer orçamento, que ela iria acionar o seguro dela para nós.

Hoje, o conserto do carro está agendado em nossa concessionária, e eu só posso dizer: “Deus seja louvado!”.

Uma promessa bíblica

Alguns textos bíblicos inspiram minha vida de oração. E um dos meus favoritos é “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.” Salmo 37:4.

Deus me ensinou que Ele responde cada uma de minhas orações, sempre conforme a Sua vontade, o que significa que é sempre com o melhor! Durante muito tempo minha vida de oração era algo fraco. Parecia que Deus não me ouvia muito. A resposta para isso está em Tiago 4:3. Contudo, há 10 anos tenho aprendido a pedir, a descansar em Deus, a louva-lo pelas pequenas coisas que Ele faz, e isso mudou a minha vida de tal forma que ressignificou em minha mente o que é ter uma vida de oração e viver pela fé!

Deus não é um “gênio da lâmpada” que vive para executar nossos desejos. Mas, Ele não é indiferente ao que desejamos, e está disposto a nos dar aquilo que precisamos!

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