Nossa verdadeira contribuição para a nação

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“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.” 1 Samuel 8:7

“O Senhor deseja que todos os portadores da mensagem para estes últimos dias compreendam que há grande diferença entre os que professam a religião, mas não são praticantes da Palavra, e os filhos de Deus, que são santificados pela verdade e têm aquela fé que atua pelo amor e purifica a alma. O Senhor refere-Se aos que pretendem crer na verdade para este tempo, os quais não discernem, porém, qualquer incoerência em tomarem parte na política, misturando-se com os elementos contendedores destes últimos dias, como os circuncisos que se misturam com os incircuncisos, e declara que destruirá ambas as classes juntamente, sem distinção. Estão fazendo uma obra que não lhes mandou fazer. Desonram a Deus por seu espírito faccioso e por suas contendas, e Ele condenará de igual maneira a ambas as classes.” – EGW, Fundamentos da Educação Cristã, pág. 482.

Talvez se parássemos de discutir política, apoiar políticos, dizer “chupa fulanos”, etc… E começássemos a praticar a luz que temos, poderíamos promover o céu aqui na Terra!

Se nós, Adventistas do Sétimo Dia, praticássemos completamente a Mensagem de Saúde, que influência poderosa seríamos em nossa sociedade quanto à saúde pública! Estaríamos de fato sendo úteis, reduzindo o sofrimento das pessoas, diminuindo o número de doentes espalhados nos corredores dos hospitais públicos, promovendo longevidade e não apenas sobrevida. Mas não, como povo, os adventistas do Brasil preferem deleitar-se nas panelas de carne do Egito e assemelhar-se aos mundanos em seus banquetes. Ridicularizam e perseguem os que praticam a obra médico-missionária, são intemperantes, glutões, sedentários, e tornam-se um peso para a saúde pública também.

Se praticássemos integralmente a mensagem que temos sobre mordomia cristã, teríamos muito mais a influenciar as pessoas ao nosso redor quanto à obtenção de recursos financeiros assim como sua administração. Mas não, nós ostentamos, gastamos com nossos próprios prazeres aquilo que Deus nos confiou para administrarmos, e com usura devolvemos o dízimo e damos uma oferta miserável! Quanta gente mais poderia estar sendo beneficiada por ações da ADRA, por exemplo, se fôssemos mordomos fiéis. Mas criticamos a política assistencialista (que eu também não concordo), mas como povo, somos mesquinhos em doar, e prontos a gastar.

Se nós, Adventistas do Sétimo Dia vivêssemos à luz da mensagem que temos sobre família, o mundo olharia para nós e desejaria ter famílias no modelo das nossas! Mas nós imitamos o mundo, aprendemos a ter relação sexual antes do casamento, gravidez sem matrimônio, divórcio, inversão de papéis das funções “marido” e “esposa”. Não temos o sacerdote do lar, nem a rainha, gerindo uma família segundo o plano de Deus. E por isto pouco podemos ensinar ao nosso país sobre família feliz!

E se seguíssemos a luz que temos sobre educação? Seríamos, à semelhança de Daniel e seus companheiros, a excelência entre os acadêmicos em nosso país. Mas nós não nos aplicamos aos estudos como Deus requer que nos apliquemos, somos desonestos em colar nas provas (mesmo os alunos de teologia), tiramos notas medíocres e nos contentamos com elas. Poderíamos ser cabeça, mas temos sido, calda.

Ah… se vivêssemos segundo o coração de Deus! Então Deus poderia abençoar a nação através de nós. Poderíamos ter em nosso lar um pedacinho do Céu, e ajudar a tantos outros a experimentarem um pouco do Céu aqui nesta Terra!

Mas nós rejeitamos o nosso Rei, e pedimos um rei à semelhança das outras nações. Rejeitamos o governo dAquele que pode nos oferecer vida em abundância, e decidimos militar por humanos corruptos, que a despeito de partido ou legenda, continuarão a roubar da nação. Seria tão diferente se ao invés de militarmos pela democracia, reconhecêssemos que fazemos parte de um reino teocrático!

Eu não estou falando de nós, como pessoas, individuais! Conheço pessoas que vivem como verdadeiros cidadãos do reino do Céu. Conheço pessoas que vivem à luz da mensagem de saúde, que praticam fielmente a mordomia cristã, que seguem o modelo divino de família, prezam por seguir as orientações sobre educação, e tantas outras orientações que como povo recebemos. Mas esta é uma minoria. Não é a nossa realidade como povo. Fomos chamados pra sair às ruas levando o evangelho, e não bandeiras de candidatos. Fomos chamados a vestir as vestes de Cristo, e não a camisa do partido. Somos militantes do Reino do Céu, mas nos concentramos nas lutas dos reinos da Terra! Deveríamos nos envergonhar de nos queixarmos de corrupção, desemprego, falta de água, impostos abusivos, etc… Pois se fôssemos adventistas de verdade, tal e qual Deus nos propõe, nossa nação enxergaria uma luz, onde hoje só enxerga trevas.

Como diz o texto citado no início, estamos fazendo uma obra que Deus não nos mandou fazer. Desonramos a Deus por nosso espírito faccioso e por nossas contendas. Resta-nos arrependimento e conversão, ou além de perdidos seremos também responsáveis por toda a luz que tivemos e negligenciamos levar a outros através de nossa própria vida!

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