A aceitação do vegetarianismo entre os que desconhecem a Reforma de Saúde

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As mudanças que promovi em minha alimentação foram graduais, apesar de não terem sido lentas. Primeiro deixei as carnes, em seguida o queijo, logo mais leite e ovos. Aos poucos, mas em pouco tempo. Concordo que cada um tem o seu tempo, e não é sobre o tempo que desejo falar aqui.

Uma das coisas interessantes que notei, enquanto realizava modificações em meus hábitos alimentares, é que meus amigos não-adventistas aceitavam muito bem meu novo regime alimentar. Alguns admiravam e outros, ainda que achando desnecessário, respeitavam, me poupando de comentários que desqualificassem meu novo estilo de vida. Por outro lado… entre meu amigos adventistas, haviam críticas pesadas, ridicularizações, além de um afastamento notável. Certa vez fui a um churrasco de despedida de um amigo, com meu esposo, e fomos obrigados a ouvir alguém dizer “eu não sei o que um vegetariano vem fazer num churrasco”. A resposta era simples, eu tinha ido a uma despedida e não a um churrasco. Esse tipo de coisa me fez perceber que entre o povo que possui a mensagem da Reforma de Saúde, Satanás estava cultivando uma grande antipatia contra o vegetarianismo.

Eu até consigo compreender um pouco dos motivos das pessoas. Mas isso não justifica suas atitudes de rebeldia e ridicularização da mensagem. É certo que muitos vegetarianos agem de forma inadequada, colocando a alimentação no lugar da graça de Cristo. Eu mesma, em minha adolescência, pelo meu contato com alguns vegetarianos adventistas, cheguei a dizer que nunca seria uma vegetariana. Acontece que depois de uma tempo eu entendi que o problema não estava no vegetarianismo mas nas pessoas chatas, infelizes e inconvenientes que pregavam sobre ele, inclusive fazendo comentários desnecessários sobre o meu prato na hora das refeições. Mas isso não justifica rejeitar a mensagem da Reforma de Saúde.

Graças a Deus, o Espírito Santo, através de um trabalho árduo, converteu-me quanto a esse assunto. Não me constranjo em dizer que mudei meu regime alimentar inicialmente por questões espirituais. Só depois vieram as questões de saúde, e por fim, a consciência ecológica.

Hoje me deparei com um texto, de uma jornalista secular, falando de um amigo (também secular) que decidiu ser vegetariano. Compartilho a seguir o texto dela. Porém, antes, compartilho também uma citação de Ellen White bastante adequada aos nossos dias:

“Se já houve um tempo em que o regime alimentar deveria ser da espécie mais simples, esse tempo é agora.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 82. (Leia todo o contexto, a começar pela página 81, e você entenderá exatamente o que ela chama de “regime alimentar da espécie mais simples”).

“Que tal romper com os velhos hábitos neandertais?

Semana passada R., um grande amigo, anunciou: agora sou vegetariano. Achei graça a princípio, porque nunca conheci alguém que comesse mais carne do que ele. Ele costumava comer praticamente qualquer coisa que se movesse em quatro patas! Comeu porquinho da índia e lhama no Peru, veado e javali na Provence, cavalo na Inglaterra e toda sorte de vísceras esquisitas disfarçadas em pratos da mais alta gastronomia – e que só come mesmo quem tem muito estômago para…carnes. Em todos os lugares, a carne não podia faltar: no sanduba do café da manhã, no almoço, no jantar. No restaurante, invariavelmente ele pedia a feijoadinha do dia, carne seca com abóbora, picadinho da casa, ossobuco, cordeiro, steak-tartar, T-bones. Eu costumava brincar que sua alimentação se assemelhava a de um neanderthal, tamanha a proporção de carne que ele ingeria.
Mas o fato é que R. sempre foi de extremos: ou oito, ou 80. Quando o conheci, ele ensaiava a primeira tentativa de ser vegetariano. Budista, entre uma meditação e outra decidiu seguir a recomendação do guru. Desistiu dois meses depois. “Pressão social”, alegou. Como se o mundo o obrigasse continuamente a pedir um gordo filé no lugar de, quem sabe, um risoto de aspargos. Mas o fato é que ele não aguentava mesmo era ter de se justificar o tempo todo. A pergunta de sempre vinha acompanhada de um olhar de pena: mas por quê? Nem a namorada entendia, e ficava questionando o cara. Mas é porque, no caso dele, a coisa toda não parecia mesmo fazer sentido.
Uma vez briguei com R. porque ele aceitou um convite para comer uma “coelhada” no sítio de um amigo. Fiquei indignada: coelhos para mim são bichinhos sagrados. É como comer cachorros e gatos. Lá foi ele, e voltou falando maravilhas da iguaria. Fiquei dois meses sem falar com ele.
Confesso que tenho uma enorme simpatia pelos vegetarianos. Não sou de comer carne e acho mesmo cruel matar animais. Posso viver sem a carnificina, feliz. Mas devo dizer que me custa abrir mão da comida japonesa – salmão cru, em especial. Uma vez um amigo pescador me disse que os peixes não sentem dor ao serem pescados. Aquilo me deixou mais tranquila, mas só momentaneamente. Cá pra nós, os bichinhos não parecem nada felizes sufocando até a morte. Matar é cruel, ponto.
Mesmo sabendo disso, não consegui ter desprendimento suficiente para abrir mão do meu temaki de salmão, mas sou capaz de viver feliz sem carne vermelha de qualquer espécie, sou alérgica a camarão, não gosto de frango e dispenso peixes cozidos – todos sem graça, não importa em quantos molhos venham mergulhados. Se houvesse uma categoria que permitisse apenas o peixe cru entre os quase-veggies, lá estaria eu.
Pois bem. Voltando ao meu amigo ex-troglodita. Sua motivação para tornar-se vegetariano de fato mexeu comigo. Porque não se tratou, desta vez, de uma decisão acompanhada dos clichês mais conhecidos. Segundo ele, os homens evoluíram ao ponto de não precisar mais matar animais para sobreviver. Os nutrientes de que dispomos hoje no mundo fazem com que não precisemos mais caçar – o que é um fato, se analisarmos as fontes fáceis de proteína de que dispomos, da quinua ao tofu, passando pela soja e os ovos, só para citar alguns. Mas o mais importante é que ao não comer animais, estamos de alguma forma contribuindo para a preservação do planeta.
“Você sabia que 70% da água potável do planeta é gasta na pecuária?”, informou.
Fui atrás da informação completa: de fato, para cada quilo de carne produzido, há o gasto médio de 100 mil litros de água. Em Israel, onde a pecuária é altamente eficiente quanto ao consumo de água, gasta-se 16.193 litros de água para cada quilo de carne – volume que me parece, ainda, bastante alto. Resumindo: as campanhas para economizar água no planeta deveriam passar por reduzir o consumo de carne!
E veja no que dá pesquisar: descubro que a maior parte dos salmões que consumimos hoje foram criados em cercos de tela de nylon chamados “tanques rede”, que ficam presos com cordas e âncoras e armados na superfície com bóias. O regime é de engorda intensiva, com pouco espaço e alto consumo de antibióticos, fungicidas e vermicidas para evitar doenças causadas por vírus, fungos e parasitas e garantir o rendimento da produção. Ou seja: acredito que mais cedo do que imagino conseguirei deixar de frequentar o restaurante japonês.
Algo me diz que, desta vez, a empreitada de R. vai adiante. Pode parecer utópico imaginar uma mudança cultural dessa ordem – reduzir o consumo de carne em proporções planetárias. Levará muito tempo para ocorrer. Mas há células de consciência se formando que podem começar a promover mudanças. Com o tempo, e a medida que as pessoas tiverem acesso à informação e tomarem conhecimento dos problemas gerados por vários dos nossos – péssimos – hábitos ancestrais, as transformações ocorrerão em cada vez maior escala. O planeta vai se beneficiar um bocado.
Bom domingo!” Fonte: Mulher 7×7

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