Entrevista com Fabiana Bertotti – Submissa?

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

“Jornalista baiana que cresceu em São Paulo e trabalha no Sul. Apresentadora de TV, repórter da Revista Vida e Saúde e inquieta por natureza.” É assim que a escritora e jornalista Fabiana Bertotti se define em sua página do Facebook.

Recentemente tive o prazer de conhecer pessoalmente esta que é uma das mulheres que mais admiro. O vigor com que Fabiana escreve e articula ideias a tornou minha escritora favorita depois de Ellen G. White (que a propósito possui um vigor bem semelhante).

É com muito prazer que convido você a ler um pouquinho sobre Fabiana Bertotti e seu livro “Submissa? {Todos têm um dono}”.

Mulher Adventista: Estamos acostumados a ver a Fabiana na TV e a ler o que ela escreve em revistas e na internet. Mas, quem ou como é a Fabiana que existe para além das câmeras ou do teclado do computador?
Fabiana: Acho que é a mesma. Como sou jornalista, não tenho a habilidade de criar um personagem para cada faceta do trabalho, então é a pessoa física com talentos e deficiências que aparece no vídeo ou nos textos que vão conhecer pessoalmente por aí. Inquieta, falante e cheia de perguntas.

Mulher Adventista: Com base em alguns textos seus que já li, tenho a impressão que sua infância foi um período marcante, com o qual você continua aprendendo ainda hoje. Fale um pouquinho para nós sobre esse período de sua vida, as experiências mais marcantes que viveu em família e porque essas experiências lhe marcaram.
Fabiana: Minha família é minha vida, minha base forte, um lugar para onde sempre volto com segurança. Fui uma criança feliz e bem tratada pelos pais, mesmo sendo muito pobre. Passamos dificuldades, inclusive para comer. Não tinha brinquedos ou roupas novas, mas também não sentia muita falta, pois tive pais presentes, amorosos e interessados na minha felicidade. São semianalfabetos os meus pais, gente simples, mas direita, trabalhadora e que têm a família como prioridade.

Mulher Adventista: Quando e como você escolheu fazer jornalismo? O que motivou ou influenciou a sua escolha?
Fabiana: Acho que de fato eu sempre quis, mesmo quando não tinha o nome em mente. Um pastor que tive aos 13 anos, pastor Evaldo Krahembüll, foi muito importante para este discernimento. Ele me colocou como “repórter” de camporis e eventos da igreja e me ensinou o básico do início. Fui crescendo e pensei em História e Direito também, mas descobri que nos dois cursos o que queria culminava no jornalismo: pesquisa, denúncia e serviço.

Mulher Adventista: Você é casada com um pastor. Ser esposa de pastor também é uma decisão importante. Como foi isso para você?
Fabiana: Primeiro eu escolhi o Rodrigo, daí foi fácil (risos). Ser esposa de pastor é ser responsável pelo exemplo que você nem sabe que dá, mas no fundo, não é o maior peso. Assim como qualquer outra mulher cristã, meu desafio e acordar a cada dia e deixar Deus ser meu Guia supremo e isto é difícil pra você e pra mim, independente do ministério de nossos maridos.

Mulher Adventista: E a Fabiana escritora? Quando você descobriu essa face de si mesma?
Fabiana: Eu escrevi um livro ainda criança e até o ilustrei, tenho guardado na casa dos meus pais. Sou boa contadora de história, mas sou também boa ouvinte de histórias. Ser escritora é um sonho antigo, mas faltava confiança própria para colocar isto em prática e acho que se eu puder ser reconhecida por isto um dia, o mérito é do meu marido que sempre acreditou e motivou esta habilidade.

Mulher Adventista: Fale-me um pouquinho sobre o livro “Submissa? {Todos têm um dono}”. Como surgiu a ideia de escrever um livro com um tema tão mal compreendido em nossa época?
Fabiana: A ideia surgiu de ouvir as dúvidas das mulheres cristãs por todo canto que vou. Uma vez uma me falou que fazia sexo anal com o marido porque ele a convenceu perante a Bíblia que ela tinha que ser submissa a ele e ela cedia, mesmo não querendo. Vê isto?! Tive a bênção de poder estudar num colégio interno, ter bons professores e tutores espirituais e as dúvidas que um dia me atormentaram sobre submissão e o papel da mulher na família, na sociedade e da igreja foram respondidas. Acho justo passar adiante e ser uma luz para algumas. Este é um conceito pouco aceito pelas mulheres de hoje, pois fomos ensinadas a nos rebelarmos contra os homens, uma bobagem!

Mulher Adventista: Você tem um perfil muito adequado a uma mulher moderna – é bem articulada, tem formação acadêmica, pensamento crítico… – e para algumas pessoas isso não combina com submissão. Você escolheu ser submissa. Por quê?
Fabiana: Porque é libertador! (risos) A submissão no conceito bíblico é uma bênção, proteção e puro romantismo, é só olhar direito. Ser submissa não é ser capacho, não é ser menor ou ficar à parte, mas antes é preciso entender o contexto e analisar bem o marido, né?! Outro dia falei no Twitter que eu obedecia ao meu marido e recebi uma leva de mensagens me criticando pelo comportamento retrógrado. Achei engraçado como as mulheres tem horror a isto.

Mulher Adventista: Acredito que você tenha ótimas expectativas e sonhos sobre o efeito que a leitura do seu livro poderá causar na vida de muitas mulheres. Já ouvi o áudio do primeiro capítulo e achei simplesmente excelente. Sei que o livro se destina ao público feminino em geral, mas, gostaria de ser um pouco mais específica nesse momento. Para você, o que significa ser mulher adventista, e o que a submissão tem a ver com a mulher adventista?
Fabiana: Sonho muito com este livro, há muito tempo, aliás. Há mais de um ano um casal de amigos, o Derson e a Daya, me convenceram da utilidade dele e por todas as mulheres que querem ser melhores para Deus é que escrevi. Acho que ser mulher adventista é ser uma cristã convicta do seu papel, da sua importância e influência e talvez muitas coisas nos tirem o foco disso. O livro é um grito amigo, para despertar alguns setores adormecidos. Eu o chamo de conversa, pois é mais ou menos isto que se encontrará lá. Não pretendo ensinar nada, ser melhor ou mais sabida que minhas leitoras. Quero apenas conversar com elas e discutir isto de ser cristã num mundo que nos rejeita se não o seguirmos.

Mulher Adventista: Fabiana, agradeço sua disponibilidade em compartilhar um pouquinho do seu tempo e também de suas experiências e ideias conosco. Gostaria que deixasse uma mensagem final para nossas amigas leitoras.
Fabiana: Obrigada pelo espaço e carinho e só queria convidá-las à leitura e que possam usar este livro para se achegar mais ao Pai, ao colo dEle, sentir um abraço confortador e protetor de Deus. Se eu puder ajudar só um pouquinho, já valeu a pena.

Se você deseja ouvir o primeiro capítulo do livro “Submissa? {Todos têm um dono}”, clique aqui. Você vai adorar!

5 Comentários


  1. Tudo que venha contribuir, para que entendamos melhor a submissão da mulher, segundo a vontade de Deus, é bem vindo!
    Que Deus nos abençoe, e seja o Senhor de nossas vidas.


  2. acabei de ouvir o audio e compartilhei com algumas amigas.

    Amei!


  3. Boa dia, querida irmã Karine!
    “Submissão primeiramente ao Senhor Jesus Cristo”

    É certamente um exagero o fato de que alguns cristãos e cristãs, salientam o aspecto da submissão da mulher ao marido como se não houvesse mais nada de importante na Bíblia; mas na verdade, encontramos no texto que se segue, um aspecto, sendo usado como um teste para avaliar o espírito manso e tranquilo da mulher: “Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram outrora as santas mulheres… estando submissas a seus próprios maridos”. Estas são as palavras das Escrituras. A seguir vem um versículo que apresenta a redimição de Sara, apesar de todos os seus problemas de incredulidade e ciúme: Ela “obedeceu a Abrão chamando-lhe senhor” e com isso adquiriu o direito de ser chamada “mulher submissa”, bela interiormente mediante às qualidades advinda de seu relacionamento com Deus.
    Isto não quer dizer que a aparência física externa não seja importante. Ela é sim, e muito! Entretanto, esta beleza não deve ser apenas externa, a chamada “beleza feia”: só casca. A beleza externa deve ser adornada com o reflexo da beleza interior, “um espírito manso e tranquilo”.
    Resumindo: A mulher submissa, é disciplinada, pura, discreta, graciosa, controlada, arrumada. Este tipo de mulher Deus considera santa. Isto quer dizer que ela adquiriu as qualidades de Deus e está perto do Seu coração. Dentro destas características, porém, ela pode ter todos os tipos de personalidade e conservar-se bonita. Pode ser tímida ou arrojada, exuberante ou introvertida, líder ou seguidora. Pode ser presidente de uma empresa, diretora de uma escola, ou fazer uns bolinhos de mel deliciosos — ou as duas coisas.
    Quando uma mulher tem a sabedoria de Deus — um espírito manso e tranquilo — ela não é uma ameaça para seu esposo e aos que a rodeiam. Ela não compete, não “exige os seus direitos”, porque é segura. Ela confia em que Deus vai exaltá-la a Seu modo e na ocasião em que Ele determinar (e Ele realmente faz isso!), Ele vai poder expandir seus dons e ampliar o seu lugar no mundo, porque não fica brigando para conseguir estas coisas. Este é o tipo de mulher submissa, primeiramente no Senhor Jesus Cristo.
    Lembremo-os da exortação: “E, tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não a homens” Col.3:23


  4. Bom dia!

    Gostaria de saber como adquirir o livro de Fabiana Bertotti. um abraço!


  5. Olá Karyne!
    Gostaria de saber a Editora e onde podemos adquirir o livro.Obg.Fica um abraço e uma boa semana.

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