Entrevista Com o Casal Erfurth

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Olá queridos!

Passei os últimos 11 dias em Santa Catarina, e pude conhecer um casal muito adorável em Joinville. Trata-se do Pastor Gunter Otto Erfurth e sua esposa Hilda Ester Hein de Erfurth.

Eles nos receberam em sua casa de forma bastante atenciosa, e compartilharam um pouquinho de sua história conosco. Creio que será enriquecedor para vocês, como foi para mim, conhecer um pouquinho desse casal.

O Pr. Gunter e a Hilda são argentinos, descendentes de alemães. Ele é formado em Agronomia e Teologia (conheceu a mensagem adventista através da Semana Santa, entrou na colportagem e logo depois no curso de teologia). Ela é formada em Ciências Contábeis (mas não atua na área). Atualmente atuam no distrito da Igreja Central de Joinville. Têm 31 anos de casados, e 28 de ministério. Também têm uma família muito bonita – 3 filhos (duas moças e um rapaz), todos casados e trabalhando na obra, e 2 netos.

Segue abaixo a entrevista realizada com eles:
Mulher Adventista: Do tempo de ministério que vocês têm, quanto tempo foi fora do Brasil? Onde foi?
Casal Erfurth:
Trabalhamos 6 anos na Argentina e aí, devido à descendência alemã e a afinidade com o idioma, fomos chamados para trabalhar na Alemanha, no projeto Maranata, via organização. Era um trabalho evangelístico com os pequenos grupos. Passava 8 horas por dia fazendo pesquisa bíblica e dando estudos bíblicos e como carteiro missionário; as pessoas eram convidadas aos pequenos grupos. Ficamos na Alemanha durante 2 anos. Pensando na educação dos nossos filhos, decidimos voltar. Voltamos para a Argentina e ficamos 4 anos lá. Mais uma vez, pelo idioma, fomos chamados para trabalhar fora da Argentina, aqui no Brasil.

M.A.: Quando e como foi feito o chamado para o ministério no Brasil?
Casal Erfurth:
Em 1995. A Associação Catarinense iria desenvolver o Projeto Missão Global entre os alemães de Blumenau onde trabalhamos durante oito anos deixando a igreja alemã estabelecida.

M.A.: Como foi a adaptação no Brasil?
Casal Erfurth:
Tranquilo. Havíamos vindo ao Brasil poucas vezes, em visitas esporádicas. Chegamos aqui um pouco apreensivos, como iriam se adaptar os nossos filhos? Os mais velhos, de 15 e 11 anos, respectivamente, já haviam passado pela experiência de entrar numa sala de aula sem entender o que os professores e colegas falavam, lá na Alemanha, e o mais velho especialmente não gostava muito da idéia de começar tudo de novo. A caçula, de 8 estava começando a segunda série do primeiro Grau e lembramos muito bem quão cansadas e aflitas chegaram as duas filhas depois de seu primeiro dia de aulas. O nosso filho mais velho teve que ir para o IAP, longe da gente. Foi difícil, especialmente no começo, mas ainda foi bom, acreditamos que isso só serviu para o enriquecimento deles e nosso. Hoje o nosso filho e sua esposa trabalham no IAP.

M.A.: Além da língua, quais as diferenças que vocês percebem entre a Igreja Brasileira e as demais Igrejas em que vocês já atuaram?
Casal Erfurth:
A música por exemplo. Na argentina são mais tradicionais na música.
As Igrejas (em todos os lugares) foram bem receptivas. Nós percebemos que o povo brasileiro é mais expressivo do que os argentinos. Os alemães, já têm uma cultura diferente. Na Alemanha não se podia ir à casa de uma pessoa desconhecida, não adventista, sem marcar, e para fazer visita a alguém somente em horário comercial.
Uma das coisas que pesou no retorno da Alemanha foi a questão da escola dos filhos. Lá é difícil ter escola infantil da Igreja, pois as Igrejas são pequenas e ficam a vários quilômetros de distância uma da outra. Além disso as escolas locais são bem estruturadas. As Igrejas não conseguiriam manter a escola.

M.A.: Conte-nos uma experiência marcante do ministério de vocês.
Casal Erfurth:
Nós visitamos 6 mil lares com o projeto na Alemanha. Destes 6 mil lares, batizamos 12 pessoas. A princípio foi frustrante pois estávamos acostumados a batizar 200 pessoas por ano na Argentina. Mas foi lindo trabalhar com eles.
Eu lembro que um homem levantou às 3 da manhã para orar porque estava com um problema de saúde, e sofria muito com isso. Ele pediu a Deus que interferisse de alguma forma em seu problema. Fiz uma visita a ele, e ele entendeu que era uma resposta de Deus, e aceitou o estudo. Ele fumava muito charuto, e isso lhe fazia muito mal. Deus o libertou do charuto, e ele parou de fumar, e depois de um tempo ele e sua família se batizou.

M.A.: Sei que a irmã Hilda participa do trabalho que a IASD de Atiradores desenvolve, sobre alimentação natural. Como é o regime alimentar de vocês? Desde quando?
Casal Erfurth:
Temos um regime vegetariano, evitamos derivados de animais, mas às vezes ainda fazemos uso de ovos ou leite. Temos esse regime desde que casamos. Quando estava na faculdade de teologia, fiz uma matéria em que o professor chamava a atenção para o fato de que pastores e médicos deveriam dar exemplo em relação ao regime alimentar. Uma das passagens do Espírito de Profecia que chamou a atenção dizia que “nas veias de pastores não deveria correr sangue contaminado por alimento cárneo”. Então, quando ainda estávamos namorando conversamos sobre isso.
Quando estávamos esperando o primeiro filho, muitas pessoas preocupadas com a saúde do bebê, fizeram certa pressão em relação ao regime alimentar, temendo que o bebê nascesse com alguma deficiência nutritiva. Deus nos abençoou, não mudamos o regime alimentar, e o nosso bebê nasceu com mais de 4 kg.
Hoje sentimos facilidade em encontrar muitas frutas e verduras, mas já moramos em distritos onde não conseguíamos muita variedade de frutas.

M.A.: Qual a opinião de vocês acerca da importância da mensagem de Saúde para a IASD hoje?
Casal Erfurth:
Eu (Pr. Gunter) considero que o povo adventista, usando Primeiros Escritos, terá muita dificuldade em permanecer nas fileiras do Senhor se não adotar o regime que Deus estabeleceu para esta hora. (Hilda) Quando a gente lê o Êxodo, ele é base de tudo, O Êxodo conta como seria a historia do ser humano através dos tempos. Quando Deus tirou o povo de Israel do Egito Ele deu a eles um regime vegetariano para prepará-los para entrar na Terra Prometida. Da mesma forma, hoje o povo adventista precisa ter uma alimentação que o prepare para o céu. Assim como o povo de Israel não aceitou o regime oferecido por Deus, acontece o mesmo hoje entre muitos adventistas.

M.A.: Que mensagem vocês gostariam de deixar para as mulheres de nossa Igreja?
Casal Erfurth:
(Pr. Gunter) A mulher é uma verdadeira rainha, para o marido e para Deus, e se ela viver o cristianismo como Deus espera, será um testemunho poderoso tanto dentro como fora do lar. (Hilda) E a melhor maneira de testemunhar é tendo um lar bem constituído. Quando as pessoas virem que nós somos felizes eles vão perguntar o segredo. É falar de Cristo através do Exemplo.

Agradecemos mais uma vez ao casal por terem sido atenciosos conosco e compartilhado um pouco de sua experiência cristã. Que Deus continue guiando seu ministério e sua família!

Agradeço também à minha mãe, por ter sugerido a entrevista e feito o contato com o casal!

7 Comentários


  1. Realmente eles são “servos do Senhor”; a irmã Ilda é um exemplo como esposa de Pastor, pois ela participa ativamente do ministéro do Pr Gunther.
    um abraço para eles e que Deus continue a abençoa-los.


  2. Gostei muito de conhecer a experiência desse casal.
    Que o Senhor os abençoe cada vez mais no ministério.
    Abraços.


  3. Experiências como a do casal nos inspira a reformas e a estarmos cada dia mais perto de Jesus!!!!
    Que Deus os abençõe!!!!!


  4. Muito interessante a entrevista com o casal Erfuhrt.
    Interessante, não sabia que eles trabalharam aqui na Alemanha.
    Gottes reichen Segen für sie, seine Familie und Arbeit.


  5. Este casal é mesmo especial! que Deus continue abençoando o ministério deles. E que Deus abençoe a você e o seu esposo Kellyane, fiquei muito feliz em te encontrar aqui no blog. bjss!


  6. Amo este casal!!! Que saudade deles!!!!
    O pr. Gunther me batizou e fez meu casamento. Sua família é um exemplo lindo do poder de Deus. Queridos meus e de meu pai, que também os admira muito. Talvez, se eles lerem este comentário, lembrarão da família Castilho! Nós sempre nos lembramos deles com muito carinho!


  7. Querida, gostaria de me comunicar com o pastor Gunther vç pode me mandar o email dele? obrigado

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