Será mesmo que “Viver a vida é trair”?

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

É de conhecimento geral que a revista ISTOÉ é uma revista semanal de informações e é considerada uma das três principais revistas semanais a circularem no Brasil, ao lado de Veja e Época. A revista em questão é completamente descomprometida com qualquer tipo de doutrina ou ética religiosa.

Na semana passada, a edição n° 2101, na coluna CULTURA que trata de televisão, cinema, livros e artes visuais em cartaz, o jornalista Antônio Carlos Prado com a colaboração de Adriana Prado assinou uma crítica televisiva que tinha como título “VIVER A VIDA É TRAIR”.

O título da crítica é uma remissão ao nome da novela das oito da Rede Globo, “VIVER A VIDA”, escrita por Manoel Carlos. Prado, inicia sua crítica com a seguinte frase: “A novela do horário nobre da Rede Globo é um elogio à infidelidade e quer fazer crer que a sociedade endossa essa traição”.

Inicialmente, o texto faz uma análise das relações amorosas que a novela possui e conclui que TODOS os personagens centrais da trama possuem relações ou algum tipo de interesse extraconjugal, ou, segundo as palavras do próprio jornalista “há quem apenas é traído e existem aqueles que são passados para trás, mas dão o troco na mesma moeda”.

O jornalista desenvolve a crítica da seguinte forma: “Na novela, trair e ser traído é ato mais normal do mundo e ela pressupõe que a sociedade adote o adultério como padrão regular de comportamento. Com certeza, “Viver a vida” traiu a si mesma: os índices do Ipobe despencam. É a pior audiência do horário nos últimos dez anos (média de 34,7  pontos na Grande São Paulo). A professora de dramaturgia da Universidade de São Paulo Renata Pallottini acredita que o excesso de relações extraconjugais afaste mesmo o público: ‘Pode ser que uma boa parte da audiência esteja reagindo a essas manifestações de leviandade’. Manoel Carlos garante ‘esse tipo de comportamento é bem mais comum do que pode parecer’. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que 60% dos homens e 47% das mulheres se confessam infiéis. A julgar pela inconstância dos personagens de Maneco, no entanto, ele deve crer que esses índices são bem maiores: em pouco mais de 120 capítulos, o novelista pôs na tela 13 casos de infidelidade. Para a psicóloga carioca Ana Maria Fonseca Zampieri, a novela está ‘descortinando a questão da infidelidade e mexendo com a família porque traição é um tabu’. Ela adverte, no entanto, para o risco das generalizações : ‘Muitos homens e mulheres morrem fiéis’. Em ‘Viver a Vida’, esses homens e mulheres leais são espécie em extinção.”

E conclui com o seguinte parágrafo: ” Traidores e traidoras gostam de trair, mas será que gostam igualmente de serem traídos? Os gregos, sobretudo em ‘Medeia’ (Eurípides, século V a.C.), trataram de forma genial – e definitiva – a dramaticidade dessa questão-limite e não achavam que viver a vida fosse ludibriar a confiança alheia.”

Essa crítica me chamou muito a atenção! Me fez perceber como a face do pecado incomoda! Vivemos em uma sociedade em que o adultério é uma prática cada vez mais recorrente, porém, ver essa prática sendo tratada como “natural” e aceitável,  constrange.

A despeito de toda problemática do pecado do adultério e da infelidade, que destrói não somente o atingido, mas principalmente o que pratica (Provérbios 6:32), o ponto que gostaria de abordar diz respeito às “Entradas da Alma”.

As Entradas da Alma são os nossos sentidos. Deus nos deu olhos e ouvidos para que possamos enxergar as maravilhas de sua criação e de sua lei e para que possamos ouvir a sua mensagem, mas, se permitirmos, Satanás vai usar esses sentidos para alcançar a nossa mente.

Resta claro que essa é mais uma tentativa de tornar o adultério, pecado que destrói as famílias e leva muitas vidas à infelicidade, uma prática aceitável. Minha pergunta é: Você tem permitido que esse tipo de argumento invada o seu lar? Você tem permitido que suas crianças e adolescentes contemplem e tenham acesso a esse tipo de argumento?

“Temos todavia uma obra a fazer a fim de resistirmos a tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir.” (Mensagens aos Jovens, Pág. 285) 

Concluo, citando as palavras de Paulo em Filipenses 4:8: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo que é repeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

Deus nos abençoe!

post escrito por Emanuelle Monteiro

6 Comentários


  1. Obrigada pelo comentário, Zélia!


  2. EXCELENTE ARTIGO PARA REFLEXÃO E APLICAÇÃO NA VIDA PARA “VIVER A VIDA” SENDO,SEGUNDO RECOMENDAMOS DE CRISTO,FIÉIS ATÉ A MORTE E ASSIM TEREMOS A COROA DA VIDA. FIDELIDADE É FUNDAMENTAL EM TODOS OS ASPECTOS DA NOSSA VIDA. QUE DEUS TE ABENÇOE E PARABÉNS!!!


  3. Adorei o artigo. Parabéns à iniciativa.


  4. Muito bom ler esse artigo e saber que muitos mesmo não sendo cristão não estão dando audiência as novelas quando muito é sugestionado a traição. Isso realmente incomoda. Não assisto novela e nem gosto que meus filhos assistam. Parabéns!!!


  5. Muito bom ler esse artigo e saber que muitos mesmo não sendo cristão não estão dando audiência as novelas quando muito é sugestionado a traição. Isso realmente incomoda. Não assisto novela e nem gosto que meus filhos assistam. Parabéns,parabéns.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.