Disposições para o Futuro – Lição 6

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Semana passada, estudamos a ingratidão e rebeldia do Povo de Deus que era liderado por Moisés no deserto. A lição dessa semana inicia seu estudo com o tema gratidão. Você daria instruções de “como agradecer”, a um povo ingrato? Deu deu. Deus os ensiou como fazê-lo. Mas não eram apenas ofertas para agradecer por algo, eram ofertas para agradecer por algo que ainda estava por vir. Então, além de um exercício de gratidão, era também um exercício de confiança. Deus queria ensinar Seu povo a ser grato pelos seus feitos passados e futuros.

Em números 15:15, vemos que Deus estabelece que há apenas um estatuto, tanto para Israel quanto para seus estrangeiros. Quando pensamos no Israel do Antigo Testamento, somos muitas vezes tentados a pensar que Deus os separou do restante do mundo para que vivessem uma vida exclusiva, a qual os demais povos não poderiam desfrutar por não fazerem parte da descendência de Abraão. Até mesmo o povo de Deus teve esse entendimento distorcido no passado, tanto que vemos claramente como eles se comportavam de forma exclusivista e cultivavam um preconceito contra todos os outros povos, na época de Jesus. Contudo, não foi isso que Deus deixou em Números 15:15. Lá Deus deixa claro que é Deus de todos os homens, e que ama a todos, e que Israel foi escolhido para ser exemplo e não para ser o “único povo”.

A Lição também aborda a questão do pecado. Deus é Justiça e Misericórdia. Ele perdoa nossos pecados quando nos arrependemos e suplicamos Seu perdão, mas Ele também e Justo e deseja que Seu povo viva uma vida sem pecado. Por isso, em cada ritual do santuário Deus deixou claro quão baixo e nojento é o pecado, e o mal que esse nos causa.

Hoje, não precisamos oferecer ofertas de manjares como eram oferecidas naquele tempo, mas devemos cultivar em nosso coração o desejo de oferecer ofertas de gratidão através de um culto racional vindo de um coração que se entrega diariamente ao Deus Onipotente. Hoje, temos uma missão dupla: além de termos que viver testemunhando para que outros vejam as maravilhas que Deus opera em nós e desejem conhecer esse Deus, também temos a ordem de Jesus “Ide”, que nos convoca a falarmos de seu evangelho a toda nação, língua e povo. Hoje é o tempo de termos consciência de que o pecado é algo com o qual não devemos brincar. O pecado só causa desgraça e é impossível vivermos uma vida de acordo com a vontade de Deus se não abrimos mãos do pecado que nos escraviza. Deus precisa de um povo santo, que entenda quão estúpido é o pecado, e quão cruéis suas consequências.

As borlas azuis que os israelitas usavam em suas roupas serviam para lembrar-lhes de guardar os mandamentos de Deus e serem santos a Deus. Ao olhar para as borlas, o povo deveria lembrar que seu dever era santificar-se. O que te faz lembrar da santificação que Deus espera de você? Se não há nada que te faça lembrar que você deve viver uma vida de completo abandono do pecado e de santificação diária, você precisa repensar o que está fazendo na Igreja. A Igreja não salva ninguém. O único que pode nos salvar é Deus. Ter nosso nome no livro da Igreja não significa ter nosso nome no Livro da Vida. Deus não levará pessoas para o céu que possuam alguma mancha de caráter!

“Nossa confissão de Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Temos de reconhecer-Lhe a graça segundo nos é dada a conhecer através dos santos homens da antiguidade; mas o que será mais eficaz é o testemunho de nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus ao revelar em nós mesmos a atuação de um poder que é divino. Cada indivíduo tem uma vida diversa da de todos os outros, uma experiência que difere essencialmente da sua. Deus deseja que nosso louvor a Ele ascenda, com o cunho de nossa própria individualidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor da glória de Sua graça, quando confirmados por uma vida semelhante à de Cristo, possuem irresistível poder, eficaz para salvação das pessoas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 347).

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