Das Murmurações à Apostasia – Lição 5

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lição 5Imagine a cena: milhares de pessoas reclamando, pedindo carne e dizendo que preferiam ser escravos a terem sido libertos por Deus. Números 11 relata uma situação semelhante a essa, vivida pelo povo de Israel. Eles haviam sido escravos no Egito. Viver uma vida de escravidão não é algo fácil! Sem dúvida, aquele povo não se alimentava dos banquetes dos Egípcios, contudo, ali no deserto, reclamavam das dificuldades que estavam vivendo por ocasião da libertação. Deus enviou seu filho a esse mundo mal para nos livrar da escravidão que o pecado nos impõe. Contudo, ser livre do pecado não é algo “tranquilo”! Há desertos, dificuldades, falta água, etc… e como temos reagido à libertação que nos foi concedida? Será que temos murmurado contra o Deus que nos libertou só porque estamos com dificuldades de encontrar emprego por causa do sábado?

Agora, imagine-se sendo líder de um povo nesse estado. Será que você daria conta de ouvir a tantas reclamações? Moisés havia sido escolhido por Deus. Ele não havia pedido a Deus que lhe desse aquela função de liderança. Ele aceitou uma missão divina, e ele só poderia cumprir com a missão pelo poder de Deus. Diante de tantas murmurações, como líder, Moisés se sentiu estafado e impotente. Em Números 11:21-23, vemos que Moisés questionou  a promessa de Deus, afinal de contas, Deus o colocou naquela situação! E como está nossa vida nesse sentido hoje? Como já falamos várias vezes aqui, no MulherAdventista, Jesus nos chamou a cumprir uma missão. Como tem sido para nós arcar com esse convite? Será que temos nos sentido impotentes frente aos murmúrios?

Moisés sofreu pressão do povo e sofreu questionamento de seus irmãos. Ele não tinha suporte suficiente nem mesmo em sua família, pois até Miriã e Arão, neste momento, se tornaram pedras em seu caminho. Contudo, a pressão sofrida por Moisés não foi um problema só para ele, mas para todo o povo. Até a possibilidade de escolher um líder que os levasse de volta ao Egito foi cogitada. Devido à pressão, espias foram enviados à Terra Prometida, e em consequência disso, o povo ouviu histórias pessimistas e desanimadoras em relação à Terra que Deus lhes daria. Essas histórias geraram mais insatisfação entre o povo, e como consequência, eles precisaram viver 40 anos vagando pelo deserto, até que pudessem entrar em Canaã.

Semelhante ao povo de Israel, estamos vivendo a jornada para Canaã Celestial. O deserto não é agradável, mas Deus está conosco. Deus nos deixou guias, como a Bíblia, o Espírito de Profecia e pessoas dedicadas à Sua obra. Como temos agido em relação a esses guias? Será que temos nos queixado das consequências que temos que arcar em nome da fidelidade? Será que estamos recebendo o Maná e desejando a carne do Egito? Estamos nessa caminhada porque queremos de fato adorar a esse Deus, ou nosso único interesse é em benefício próprio, e na primeira desvantagem que o nosso “Eu” sofre nos rebelamos contra Deus e suas promessas? Como líderes e missionários, temos nos queixado da missão que nos foi concedida, ou temos nos entregado às mãos de Deus para cumprirmos essa missão?

Deus nos abençoe, para que nessa jornada não nos encontremos no grupo que murmura contra o Deus Libertador!

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