simbolo-aidsDe todas as doenças acho que a PIOR é a AIDS.

Conheci a AIDS pelos livros, e posteriormente conheci um amigo que com o passar da amizade descobri que o mesmo tem HIV. A partir do momento em que fui conversando e ouvindo esse amigo, passei a entender a doença de uma outra forma. Vamos primeiramente esclarecer algumas coisas sobre essa doença.

Na região sudeste, nesse ano, foram registrados 323069 de AIDS casos sendo 7940 (cerca de 2,5%) vindos do Espírito Santo (Boletim epidemiológico AIDS/DST).  

O Vírus da Imunodeficiência Humana, conhecido como HIV (sigla originada do inglês: Human Immunodeficiency Virus), é um vírus de uma classe chamada retrovírus, e causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

Após entrar na corrente sanguínea o HIV utiliza o interior das células do sistema imunológico (mais comumente linfócitos CD4+ que são responsáveis pela resposta contra outros vírus e bactérias) como uma espécie de quartel general. Essas células são as responsáveis pela defesa do organismo. Lá, o HIV fica se reproduzindo e multiplicando. Após se multiplicarem eles lisam (“pocam”, estouram) a célula hospedeira e começa a infectar novas células. Sendo assim, as células de defesa não desempenham mais o mesmo papel, o que faz com que outras doenças possam aproveitar para se instalar. Esse é o fato que justifica que ninguém morre de HIV mas sim das complicações que surgem a partir dele.

O HIV pode levar vários anos, entre o momento da infecção até o surgimento dos primeiros sintomas, o que irá depender tão somente do estado de saúde do paciente. Quando se diz que a pessoa tem HIV quer dizer que ela está na fase assintomática da doença, sem a devida manifestação clínica. Já a pessoa com AIDS apresenta o quadro clínico vigente da doença, resultando na fase sintomática da doença. Um fato é certo, tanto as pessoas com o HIV como as que já desenvolvem os sintomas da AIDS podem transmitir o vírus para os outros.

O HIV pode ser transmitido de algumas formas como:

  • Uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa;
  • Quando uma mãe infectada passa o vírus para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação;
  • Através de instrumentos que cortam ou furam que não foram esterilizados;
  • Sexo (vaginal, anal e oral) sem preservativo.

Antigamente pensava-se que havia um grupo específico que era mais susceptível a doença, mas isso foi TEÓRICAMENTE abolido com o passar dos anos. O pior é que essa idéia ainda é propagada em nossos dias. Muitos assimilam pessoas com AIDS como sendo drogados, promíscuos, homossexuais… mas isso nem sempre é verdade. Há casos de crianças, donas de casas, profissionais da saúde, pessoas que não fazem parte desse “GRUPO” mas que se encontram acometidos pela doença ou pelo vírus.

Acredito eu que nossa função não é procurar saber o motivo ou julgar as pessoas, mas sim ajudá-las como igreja, como família, como sociedade.

A IASD (Igreja Adventista do Sétimo Dia) na África (País com maior número de pessoas infectadas pelo HIV), tem intensificado a cada dia o cuidado e atenção aos membros portadores de HIV/AIDS, que representam cerca de 2%. Culturalmente eles têm sido deixados de lado e marginalizados, assim é bom que a Igreja esteja usando esse ministério de compaixão para alcançá-los.” (Dr. Fesaha Tsegaye, diretor da Igreja Adventista na África Centro-Oriental)

Estamos nós fazendo o mesmo que as pessoas faziam na época de Jesus com os leprosos? (Marcos 1:40-45) . A escritora Norte America Ellen G. White nos aconselha sobre o que fazer: 

“[...] O mundo carece de obreiros que trabalhem como Cristo fazia pelos aflitos e pecadores. Há, na verdade, uma multidão a ser alcançada. O mundo está cheio de doenças, sofrimentos, misérias e pecados. Cheio de criaturas necessitadas de quem delas cuide – o fraco, o desamparado, o ignorante, o degradado.” (Conselhos Sobre Saúde – página 13)

Devemos tratar esse grupo com o essencial: AMOR. Não olhando a forma pela qual essa pessoa chega a essa situação, mas olhando sim a possibilidade dessa pessoa ser transformada por Deus.

“Isso nos toca. Afinal, qual é a nossa missão sobre esta Terra? Nossa missão é tocar as pessoas. Se Cristo estivesse aqui na Terra, tal como tocava os leprosos em Seu tempo, creio que hoje ele visitaria as vítimas de AIDS, mas as abraçaria, e as acolheria a Sua presença.” Pr. Matthew Bediako, secretário da Igreja a nível mundial

Façamos a nossa parte!

Um beijo a todas (os)!

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