01 de Dezembro – Dia Mundial de Combate ao HIV/AIDS
De todas as doenças acho que a PIOR é a AIDS.
Conheci a AIDS pelos livros, e posteriormente conheci um amigo que com o passar da amizade descobri que o mesmo tem HIV. A partir do momento em que fui conversando e ouvindo esse amigo, passei a entender a doença de uma outra forma. Vamos primeiramente esclarecer algumas coisas sobre essa doença.
Na região sudeste, nesse ano, foram registrados 323069 de AIDS casos sendo 7940 (cerca de 2,5%) vindos do Espírito Santo (Boletim epidemiológico AIDS/DST).
O Vírus da Imunodeficiência Humana, conhecido como HIV (sigla originada do inglês: Human Immunodeficiency Virus), é um vírus de uma classe chamada retrovírus, e causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).
Após entrar na corrente sanguínea o HIV utiliza o interior das células do sistema imunológico (mais comumente linfócitos CD4+ que são responsáveis pela resposta contra outros vírus e bactérias) como uma espécie de quartel general. Essas células são as responsáveis pela defesa do organismo. Lá, o HIV fica se reproduzindo e multiplicando. Após se multiplicarem eles lisam (“pocam”, estouram) a célula hospedeira e começa a infectar novas células. Sendo assim, as células de defesa não desempenham mais o mesmo papel, o que faz com que outras doenças possam aproveitar para se instalar. Esse é o fato que justifica que ninguém morre de HIV mas sim das complicações que surgem a partir dele.
O HIV pode levar vários anos, entre o momento da infecção até o surgimento dos primeiros sintomas, o que irá depender tão somente do estado de saúde do paciente. Quando se diz que a pessoa tem HIV quer dizer que ela está na fase assintomática da doença, sem a devida manifestação clínica. Já a pessoa com AIDS apresenta o quadro clínico vigente da doença, resultando na fase sintomática da doença. Um fato é certo, tanto as pessoas com o HIV como as que já desenvolvem os sintomas da AIDS podem transmitir o vírus para os outros.
O HIV pode ser transmitido de algumas formas como:
- Uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa;
- Quando uma mãe infectada passa o vírus para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação;
- Através de instrumentos que cortam ou furam que não foram esterilizados;
- Sexo (vaginal, anal e oral) sem preservativo.
Antigamente pensava-se que havia um grupo específico que era mais susceptível a doença, mas isso foi TEÓRICAMENTE abolido com o passar dos anos. O pior é que essa idéia ainda é propagada em nossos dias. Muitos assimilam pessoas com AIDS como sendo drogados, promíscuos, homossexuais… mas isso nem sempre é verdade. Há casos de crianças, donas de casas, profissionais da saúde, pessoas que não fazem parte desse “GRUPO” mas que se encontram acometidos pela doença ou pelo vírus.
Acredito eu que nossa função não é procurar saber o motivo ou julgar as pessoas, mas sim ajudá-las como igreja, como família, como sociedade.
A IASD (Igreja Adventista do Sétimo Dia) na África (País com maior número de pessoas infectadas pelo HIV), tem intensificado a cada dia o cuidado e atenção aos membros portadores de HIV/AIDS, que representam cerca de 2%. “Culturalmente eles têm sido deixados de lado e marginalizados, assim é bom que a Igreja esteja usando esse ministério de compaixão para alcançá-los.” (Dr. Fesaha Tsegaye, diretor da Igreja Adventista na África Centro-Oriental)
Estamos nós fazendo o mesmo que as pessoas faziam na época de Jesus com os leprosos? (Marcos 1:40-45) . A escritora Norte America Ellen G. White nos aconselha sobre o que fazer:
“[...] O mundo carece de obreiros que trabalhem como Cristo fazia pelos aflitos e pecadores. Há, na verdade, uma multidão a ser alcançada. O mundo está cheio de doenças, sofrimentos, misérias e pecados. Cheio de criaturas necessitadas de quem delas cuide – o fraco, o desamparado, o ignorante, o degradado.” (Conselhos Sobre Saúde – página 13)
Devemos tratar esse grupo com o essencial: AMOR. Não olhando a forma pela qual essa pessoa chega a essa situação, mas olhando sim a possibilidade dessa pessoa ser transformada por Deus.
“Isso nos toca. Afinal, qual é a nossa missão sobre esta Terra? Nossa missão é tocar as pessoas. Se Cristo estivesse aqui na Terra, tal como tocava os leprosos em Seu tempo, creio que hoje ele visitaria as vítimas de AIDS, mas as abraçaria, e as acolheria a Sua presença.” Pr. Matthew Bediako, secretário da Igreja a nível mundial
Façamos a nossa parte!
Um beijo a todas (os)!










[...] Fonte: http://mulheradventista.com/01-de-dezembro-dia-mundial-de-combate-ao-hivaids/ [...]
Realmente, Lauziene, a AIDS, hoje, não está mais limitada a grupos de risco.Pode alcançar qualquer camada da população através de diferentes formas de contágio.
Quando você diz que não devemos excluir as pessoas portadoras dessa doença, lembro-me de três colegas que perdi, logo no surgimento da AIDS. Todos trabalhavam na área de recursos humanos da empresa em que eu era funcionária à época e um deles era muito gentil e meu amigo pessoal. Foi um choque quando este último faleceu para todos da área.
As diversas doenças que assolam o planeta são marca deste mundo contaminado e o que podemos fazer é ajudar os doentes e levar-lhes esperança.
Olá Celina!
Fico Super feliz com o seu comentário! Ele mostra o verdadeiro sentido de nós adventistas: SERVIR ALÉM DOS OBSTÁCULOS! Ninguém deve ser marginalizado pela causa da sua doença, razão social, ou algo do tipo. Lembro-me de um dia em que estava em uma sapataria e entrou uma senhora com uma espécie de “luva” por todo o corpo. Ela havia sofrido uma queimadura e estava com o corpo todo revestido, para evitar maiores danos. TODOS os vendedores olharam para aquela senhora com ar de desprezo e NENHUM a atendeu. Será que estamos fazendo o mesmo? ESPERO que não!!
Beijos Celina e fica com Deus!
tem 6 meses que descobri que sou soro positiva já tentei dar cabo de minha vida difersas vezes.Pois minha familia ou melhor meu pai não aceitou e percebo que ele tem um certo preconceito comigo ate de beber agua no mesmo copo..mas a minha mãe nossa nunca imaginei que seria tão forte em me apoia ,e olha eu achava que meu pai era mas agarrado comigo do que ela.Estou no 7 periodo de Enfermagem ee tambem faço lestras não deixei a doeença me destruir e o mais incrivel estou noiva e meu noiva e soro negativo me aceitou sem preconceito é estranho eu escrever sobre isso sempre passei tão longe dessesw sait hoje sou mas uma dentre milhares , o tempo não volta mas aprendi que sem camizinha não rola beijos
Olá “Esperança”
Primeiramente quero agradecer por você ter visitado o nosso site! É muito bom ver sua participação. E quero agradecer também por compartilhar conosco a sua experiência, que se repete com outros milhões pelo mundo. Dar fim a vida não é a melhos solução para os problemas, é a mais fácil, mas não a melhor. A melhor é Enfrentá-los e te parabenizo por ter tomado essa sábia decisão, de levar a sua vida a diante, tentando ser feliz a cada momento, do seu jeito. A vida das pessoas soro-positivas pode sim ser normal! Acredito e defendo isso de forma veemente. O que não é nada normal é o preconceito que surge. Isso sim não tem NADA de normal!
Realmente o tempo não volta, mas devemos SEMPRE pensar em nossos atos futuros com base em Deus!
Agradeço novamente pela participação e saiba que aqui vocÊ tem amigas e irmãs em Cristo, sempre dispostas a te ajudar!
Um super beijo e fica com Deus!
Olá povo de Deus!
É com grande alegria que vejo a abordagem desse
assunto ainda tão polêmico né?
Há seis anos que convivo com esse vírus,pensei
na ocasião que seria o meu fim,mas acreditem vcs
que foi através desse grande problema que pude descobrir o quanto eu sou importante para Deus.
Foi nesse período que descobri o quanto eu estava
perdida,longe do Meu deus,e Ele gentilmente e amoravelmenteme estendeu Sua poderosa mâo.Tenho minha vida normal,embora limitada,mas permita-me dizer HOJE SOU MUITO MAIS FELIZ.Tenho uma familia maravilhosa que me apoia e me faz esquecer tal fato.
Que as pessoas soropositivas não percam a fé jamais.
Beijos e que a Paz de DEUS
possa reinar sobre todos.
Olá Olinda!
Muito obrigada também pelo seu depoimento no nosso site.
Ao ler o que escreveu lembro-me de uma frase: “PROBLEMAS são OPORTUNIDADES disfarçadas.”
Nem sempre o que vemos como algo totalmente negativo deve ser encarado como tal. Parabéns amiga porque você, a cada dia, tem conseguido provar que há como retirar “orpotunidades” dos seus problemas.
Um super beijo, obrigada novamente pelo comentário, e sinta-se sempre BEM em nosso meio!
Fica com Deus!