“Se todo mundo pode, por que eu não posso?”
Maria Gabriela…esse é o nome da menina que me fez escrever esse artigo. Na verdade, menina não,
MULHER, esposa de Fábio e mãe de Valentina. O que ela tem de diferente? Um cromossomo a mais, o 21. Gabriela tem Síndrome de Down. Apesar de não ser adventista, o caso dela retratado na revista Época me fez pensar: O que é ser NORMAL?
Trabalho com diagnóstico de doenças genéticas e isso inclui exames moleculares e exames citogenéticos (como o exame de cariótipo que faço habitualmente). No laboratório onde trabalhava ocorria o atendimento de vários pais e filhos. Alguns pais vão por já terem ocorrido vários abortos, e outros por não conseguirem engravidar. Mas a grande maioria é de pais com crianças com algum sinal ou sintoma clínico que indique uma deficiência genética. Na verdade os pais procuram uma CURA para os “defeitinhos” daquelas crianças que parecem ser tão diferentes das outras.
Algumas tem uns olhos puxadinhos, outras tem um pescoço mais grossinho, tem umas que não tem uma linha na mão, já outras tem um probleminha na fala, algumas tem uma boca diferente das outras, tem também aquelas que não tem uma simetria na altura dos olhos..em suma, todas estão fora dos padrões que a sociedade dispõem como normais. Mas será que o “NORMAL” é o “CERTO”?
Ser Down, Turner, Klinefelter, Edwards, Patau, Talassemico, Falciforme…nada disso é pior do que ser DISCRIMINADO. Pessoas com doenças genéticas são pessoas que tem problemas sim, mas quem não tem? Essas pessoas têm capacidade de fazer atividades, até mesmo com muitas limitações, mas elas podem fazer. A Gabriela da reportagem mostrou isso. Mesmo sendo Down, casada com um marido com deficiência intelectual por um problema no nascimento, ela teve Valentina, que apresenta total normalidade genética.
Sempre disse uma coisa sobre a genética, ela é uma LOTERIA. Mas acho que estou errada. NADA é por acaso. Quando uma criança nasce com um problema pelo qual não irá nunca mais ter cura, há embutida nela uma necessidade de fé. E isso os pais de crianças “especiais” tem muito. É difícil explicar ou demonstrar o que vai à cabeça desses, mas uma coisa aprendi: Deus só permite que isso aconteça em lares com crianças que irão receber muito amor e dedicação. Exceções existem, mas Deus sempre mostra uma forma para que essas exceções voltem a virar regras.










Será que anormal não seria aquelas pessoas que discriminam os outros?
Todos temos problemas, levamos problemas para outros quando necessitamos de ajuda,colocamos filhos no mundo mesmo com problemas seja ele qual for, nem por isso somos diferentes por não termos uma “Síndrome” qualquer.
Eles também podem!!!
Normal é ser diferente! Muito boa a reportagem, demonstra como somos falhos em julgamentos precoces! Somos quem queremos ser, Deus nos criou a Sua imagem e semelhança. Todos somos iguais perante o Pai. Todos temos nossas limitações e devemos simplesmente aceitá-las e superá-las pois, adquirimos a força daquilo que superamos!