200138215-001“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Rom. 12:10. “Não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a bênção.” I Ped. 3:9.

Eu estava na Casa do Cidadão, em Vitória/ES, aguardando o horário de uma audiência e vi uma  senhora entrar com uma criança e buscar o atendimento jurídico gratuito. Visivelmente transtornada, a senhora começou a falar muito alto e a relatar ao estagiário as intempéries que havia passado com uma empresa de telefonia.

O comportamento daquela senhora chamou a atenção de todos os presentes pela agressividade e impaciência com que tratava o estagiário, exigindo dele que fizesse algo para que seus direitos fossem respeitados. Ao final, quando soube da data da audiência, a senhora gritou com o rapaz dizendo que era um absurdo que sua audiência fosse marcada para um mês depois e chamou o estagiário de incompetente. A criança, um bebê ainda, se pôs a chorar.

A situação foi tão constrangedora que outras pessoas foram chamadas para acalmar àquela senhora que tentando se justificar de tal comportamento, proferiu a seguinte frase: “- Sou evangélica, pago as minhas contas e tenho os meus direitos!!!”

Confesso que fiquei decepcionada. Eu aprendi que o Cristianismo torna as pessoas bem-educadas. Cristo era cortês, mesmo com aqueles que o perseguiam e nós, se somos seus verdadeiros seguidores, devemos manifestar o mesmo espírito. Notem que, infelizmente, esse tipo de comportamento é mais recorrente nas mulheres.

Em Atos, capítulos 25 e 26, temos o exemplo de Paulo, que fora conduzido aos magistrados e acusado. Mesmo sendo acusado de crimes que não havia cometido e ter sido detido sem justo motivo, seu discurso diante de Agripa foi um exemplo de verdadeira cortesia e polidez.

Os direitos de cada pessoa devem ser reconhecidos e considerados, sejam eles direitos sociais ou direitos como cristãos. Essa é a exigência do Senhor Jesus! Porém, Ele exige, também, que todos devem ser tratados com amabilidade e delicadeza.

Entendo que é muito difícil ser polido quando seu nome é negativado indevidamente, quando você é cobrado diversas vezes por uma conta que já quitou ou quando aquela geladeira que você demorou tanto pra comprar para de funcionar e a loja não quer substituí-la. Mas, procure se lembrar: os operadores de telemarketing, os vendedores e os servidores da justiça também são filhos e filhas de Deus e, por isso, devem ser tratados como príncipes e princesas! Irritabilidade e inconveniência nas palavras não podem garantir que seus direitos sejam respeitados e considerados.

O amor ao próximo, se residir em nossos corações, transformará nosso ser e nos fará transmitir graça e propriedade ao falar, educando a voz e refinando nossas maneiras.

Reflitam sobre isso essa semana: Como nós, Cristãos, estamos pleiteando nossos direitos? Cristo se orgulharia de nosso comportamento?

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